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Partidos têm "última oportunidade" para resolver impasse

Os principais partidos da Irlanda do Norte iniciam na segunda-feira as últimas negociações para pôr fim à crise política que dura há um ano e fechar um acordo de governação, "última oportunidade" para evitar a suspensão da economia.

Partidos têm "última oportunidade" para resolver impasse

A Irlanda do Norte vive uma crise política desde a demissão do cargo de vice-primeiro-ministro, há um ano, de Martin McGuinness, líder do Sinn Fein, antigo braço político do inativo Exército Republicano Irlandês (IRA).

Em março realizaram-se eleições antecipadas, mas o Partido Unionista Democrático (DUP), que venceu o escrutino, e o Sinn Fein, não conseguiram até ao momento chegar a um acordo de partilha do poder.

Na quinta-feira, a nova ministra britânica para a Irlanda do Norte, Karen Bradley, admitiu que o impasse persiste, embora os dois partidos tenham "progredido na resolução dos seus diferendos", mas advertiu que esta é "a última oportunidade".

"Os cidadãos da Irlanda do Norte não podem continuar a ver os seus serviços públicos afetados pela ausência de um executivo", disse Bradley.

A ministra frisou que, na falta de um acordo, terá de ser o Governo britânico a "tomar decisões importantes" para a província, como aprovar o orçamento, suspender os salários dos deputados regionais e avaliar "outras opções".

Em dezembro, a persistência do impasse levou Londres a assumir a condução da economia norte-irlandesa, um primeiro passo para, na persistência do desacordo, suspender a autonomia e assumir o controlo total da província ("direct rule" ou administração direta).

A ministra disse que informará o parlamento britânico sobre os progressos das negociações o mais tardar a 7 de fevereiro.

Do lado norte-irlandês, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Simon Coveney, recusou avançar uma data-limite, referindo-se a um intervalo de tempo que se conta "mais em semanas que em meses".

Entre as questões que dividem unionistas e republicanos figuram a proteção da língua gaélica, que os católicos nacionalistas querem ver protegida numa lei específica e os protestantes unionistas preferem ver integrada numa legislação cultural mais ampla, que contemple também aspetos relacionados com a identidade unionista.

Outras diferenças envolvem a compensação das vítimas do conflito norte-irlandês e a proteção de minorias, designadamente a legalização do casamento homossexual.

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