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Papa vai à América Latina com indígenas e ambiente na agenda

O Papa Francisco começa na segunda-feira a sua sexta viagem por países da América Latina, percorrendo 10.000 quilómetros no Chile e Peru, mas evitando novamente o seu país natal, a Argentina.

Papa vai à América Latina com indígenas e ambiente na agenda
Notícias ao Minuto

11:53 - 13/01/18 por Lusa

Mundo Sumo Pontífice

Com passagem por seis cidades e 21 intervenções agendadas, o líder da Igreja Católica deverá abordar os direitos dos povos indígenas e questões políticas e ambientais.

"Em todas as suas viagens corre o risco de ser manipulado, mas na Argentina o risco é ainda mais elevado", sintetizou em declarações à agência France Presse o historiador italiano Gianni La Bella, da comunidade de Santo Egídio, uma espécie de corpo diplomático informal do Vaticano.

Apesar de convites repetidos dos bispos argentinos, Francisco ainda não incluiu o seu país no roteiro das viagens Papais, com observadores a notarem que as intervenções do Papa são lidas como mensagens políticas ou farpas ao presidente argentino, Mauricio Macri.

Em ambos os países que visitará, a questão das reivindicações dos povos indígenas, como os mapuches do Chile, deverá estar presente nas mensagens Papais.

Jorge Bergoglio chegará na segunda-feira a Santiago do Chile e na quarta-feira visitará a região de Araucania, uma das mais pobres do país, onde se centram as reivindicações dos indígenas da etnia mapuche.

"Queremos confrontar claramente o chefe de Estado do Vaticano e da Igreja Católica com a sua responsabilidade no genocídio cometido no sul do Chile e da Argentina, porque os espanhóis contaram com o apoio da Igreja", disse à agência Efe o dirigente mapuche Aucán Huilcamán, porta-voz da organização Conselho de Todas as Terras, organização que pretende criar um estado mapuche independente.

Há décadas que os mapuches lutam pela restituição da sua terra, nas mãos de empresários agrícolas e florestais, reivindicações que já levaram a confrontos e provocaram várias mortes.

Os ativistas indígenas criticam a repressão das autoridades, apontando o dispositivo de segurança que já está instalado em La Araucania, e que consideram excessivo, para dar uma ideia de perigo às comunidades indígenas.

A comissão organizadora da visita Papal anunciou que 4.200 efetivos policiais seguirão a passagem de Francisco pela região e que cerca de vinte veículos o seguirão de perto nas passagens pelas cidades de Temuco, em La Araucania, e Iquique, no norte do Chile, onde se encontram muitos migrantes bolivianos, pelo que a imigração deverá também estar presente na sua intervenção.

O Chile vive um momento de transição entre chefes de Estado, com Francisco a reunir-se com Michelle Bachelet, que está de saída, e não com o presidente eleito, Juan Sebastián Piñera, uma circunstância inédita nas viagens Papais.

Francisco chegará ao Peru no dia 18 à noite e no dia seguinte reunir-se-á com indígenas em Puerto Maldonado.

Numa das entradas para a selva amazónica, o Papa ouvirá as reivindicações dos povos da região, devendo apelar aos governantes para que os ouçam e respeitem a sua vontade e direitos.

Tendo em conta as ameaças das indústrias mineira e madeireira à selva, o Papa deverá reiterar uma das mensagens fortes do seu pontificado, a necessidade de defender a natureza para evitar consequências ambientais sociais.

A visita Papal termina no dia 21.

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