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Condenação a três anos de prisão é "ilegal e política", diz ex-presidente

O ex-Presidente georgiano Mikheil Saakashvili considerou hoje, em Kiev (Ucrânia), "ilegal e política" a sentença decretada por um tribunal em Tbilissi que o condenou à revelia a três anos de prisão por abuso de poder num caso ocorrido em 2008.

Condenação a três anos de prisão é "ilegal e política", diz ex-presidente
Notícias ao Minuto

15:43 - 05/01/18 por Lusa

Mundo Geórgia

A decisão do tribunal está relacionada com o caso do perdão de quatro polícias condenados pelo assassínio de um banqueiro quando Saakashvili ainda presidia à Geórgia (2004/13).

"Julgar o Presidente por exercer o direito ao indulto [atribuído a 133 antigos militares], que não está de forma alguma limitado, diz tudo sobre a natureza absolutamente política deste processo. É contrário às normas internacionais e ao senso comum", disse hoje Saakashvili, numa conferência de imprensa em Kiev.

O político, apátrida e que reside atualmente na Ucrânia, afirmou que as autoridades georgianas "não encontraram provas de corrupção e de outras ofensas" durante os anos em que foi chefe de Estado e lembrou que o tribunal de Tbilissi é controlado pelo ex-primeiro-ministro georgiano Bidzina Ivanishvili.

Saakashvili disse acreditar que o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, que o privou da cidadania ucraniana em julho de 2017, manteve contactos com Ivanishvili durante a última visita efetuada à Geórgia, em que analisaram formas de o "neutralizar politicamente".

A Justiça georgiana condenou hoje, à revelia, o antigo Presidente por "abuso do poder" por ter indultado quatro oficiais do Ministério do interior acusados de assassinar, dois anos antes, um empregado bancário.

A Geórgia já pediu a extradição de Saakashvili, solicitação a que as autoridades ucranianas ainda não responderam.

Saakashvili, presidente da Geórgia entre 2004 e 2013, deixou o país após terminar o mandato e seguiu para a vizinha Ucrânia, onde foi nomeado governador da região de Odessa.

O ex-chefe de Estado georgiano acabaria por se demitir das funções de governador após criticar duramente a política de Poroshenko, e deixou a Ucrânia em junho de 2016.

Poroshenko retirou-lhe, depois, a cidadania ucraniana.

Após reentrar ilegalmente na Ucrânia, em setembro último, Saakashvili foi detido a 08 de dezembro em Kiev, depois de ter sido acusado de uma tentativa para derrubar Poroshenko do poder, embora tenha sido posto em liberdade pouco depois.

Após ser posto em liberdade, apelou à realização de eleições antecipadas na Ucrânia.

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