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Partidos dividos em relação à mensagem de Natal do rei Felipe VI

Os partidos espanhóis PP, PSOE e Cidadãos expressaram hoje satisfação com o discurso de Natal do rei Felipe VI, que pediu para se respeitar a pluralidade na Catalunha sem confrontos, enquanto o Podemos e os independentistas criticaram o soberano.

Partidos dividos em relação à mensagem de Natal do rei Felipe VI
Notícias ao Minuto

16:49 - 25/12/17 por Lusa

Mundo Espanha

O vice-secretário de comunicação do Partido Popular (PP), Pablo Casado, valorizou o apelo do monarca para a tranquilidade e assegurou que o partido está muito satisfeito com a "liderança de concórdia e da ambição de futuro" que representa Felipe VI.

O rei "Felipe voltou a colocar-se à frente da sociedade espanhola para exigir que continuemos a viver juntos", disse Casado, que também destacou a mensagem positiva e de confiança na Espanha expressadas nas palavras do rei.

Casado sublinhou ainda o apelo do rei para que o próximo governo da Catalunha "não volte a ir contra a lei e nem contra a convivência".

Por seu lado, o secretário do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), José Luis Ábalos, considerou "globalmente positiva" a mensagem do rei na noite de domingo e assegurou que os socialistas continuarão a apostar na convivência na Catalunha, também pelo diálogo, concórdia, respeito e legalidade.

"A Catalunha ainda faz parte das nossas preocupações", disse Ábalos, acrescentando que o PSOE tentará lutar com todas as suas forças pela "governabilidade" daquela região.

A convivência, a segurança e a luta contra a desigualdade são os propósitos do PSOE para o próximo ano de 2018, de acordo com Abalos, que valorizou ainda o "conhecimento e a preocupação" que o rei demonstrou no seu discurso, ao revisar os problemas que centram a agenda política.

O secretário-geral do Podemos, Pablo Iglesias, mostrou-se crítico e assegurou que Felipe VI "abraçou o argumento do PP" com o seu discurso na véspera de Natal.

"A crise passou, na Catalunha tudo está arrumado e a corrupção é um fenómeno meteorológico sem caras e sem nomes", disse Iglesias.

"A Espanha não precisa de reis, mas de serviços públicos de qualidade, trabalho decente e diálogo", acrescentou.

O secretário-geral dos Cidadãos, José Manuel Villegas, disse que "o discurso do rei representa a maioria dos espanhóis orgulhosos do projeto que nos permitiu viver em democracia" e pediu ao movimento independentista para "retornar ao estatuto jurídico da Constituição e do Estatuto".

Villegas destacou o "projeto de sucesso" que se baseou nos últimos 40 anos em "coexistência, democracia, liberdade, desenvolvimento económico e políticas sociais".

Reclamou, não obstante, "um novo impulso de reformas e modernização para a Espanha" porque "nem o imobilismo, nem o conformismo" são uma opção do futuro projeto espanhol.

Entre as forças nacionalistas espanholas, o porta-voz do Juntos pela Catalunha (JxCat) e deputado eleito, Eduard Pujol, afirmou que a mensagem do soberano "voltou a ser a do rei de 155", pois parece que o monarca "sente-se mais cómodo a apelar à repressão de 01 de outubro do que na vontade expressa nas eleições".

"O rei indicou, voluntariamente ou por omissão, óbvia a vontade dos catalães nas urnas", referiu Pujol, assinalando que, "ainda há quem tenha destacado que o tom" do discurso do monarca suavizou, mas o "fundo" continua o mesmo.

No País Basco, o PNV lamentou que o rei continue a ignorar na sua tradicional mensagem de Natal "a realidade" das aspirações nacionais existentes entre os bascos e os catalães.

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