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Extrema-direita no governo austríaco descarta referendo sobre saída da UE

O Partido Liberal austríaco (extrema-direita), que integra o novo Governo, juntamente com o Partido Popular Austríaco, descartou a realização de um referendo sobre a saída do país da União Europeia (UE).

Extrema-direita no governo austríaco descarta referendo sobre saída da UE
Notícias ao Minuto

18:14 - 16/12/17 por Lusa

Mundo Áustria

"Uma votação sobre a saída da União Europeia está explicitamente proibida", garantiu hoje o líder do partido ultranacionalista (FPÖ, na sigla em alemão), Heinz-Christian Strache, durante a apresentação do programa do Governo hoje formalizado, ao lado do novo chanceler da Áustria, o líder do ÖVP, Sebastian Kurz.

Strache afirmou que o seu partido defende o "projeto de paz" que representa a UE, mas insistiu que defenderá as suas posições, por exemplo em relação ao princípio de subsidiariedade que procura garantir aos governos nacionais e regionais mais competências face a Bruxelas, ou contra as sanções à Rússia.

O líder do FPÖ reconheceu que o seu partido preferia ter mantido em aberto a possibilidade de saída da UE, mas acabou por ceder durante as negociações para formar o executivo com o Partido Popular.

Strache voltou a rejeitar as sanções de Bruxelas à Rússia devido à crise na Ucrânia -- com a anexação russa da Crimeia -- e desejou que a Áustria seja um "mediador" para conseguir que "Europa e Rússia voltem a aproximar-se".

Também no âmbito europeu, Kurz referiu-se às políticas de imigração e refugiados, um dos eixos centrais da campanha com que ganhou as eleições no passado 15 de outubro.

Kurz voltou a recusar o sistema de distribuição solidária de refugiados, uma estratégia que defende o atual chefe do Governo, o social-democrata Christian Kern.

"Não podemos perder tempo com a discussão de distribuição de refugiados, quando sabemos que não funciona", referiu Kurz, que se junta assim à posição defendida pela Eslováquia, Hungria, República Checa e Polónia, e que valeu a estes três últimos países um procedimento de infração por não cumprirem os seus compromissos.

Kurz, que manterá as políticas europeias sob o seu controlo, à parte do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que será controlado pelo FPÖ, disse que o novo executivo tem uma "orientação pró-europeia", e que os dois partidos querem "contribuir de forma ativa na UE".

O FPÖ ficará com seis das 14 pastas do novo Governo, entre os quais os ministérios dos Negócios Estrangeiros, Defesa e Administração Interna.

O novo ministro da Administração Interna, Herbert Kickl, atual secretário-geral do partido de extrema-direita, é responsável de vários 'slogans' xenófobos e islamofóbicos usados no passado pelo FPÖ.

Kickl, 49 anos, já defendeu a restrição do direito de manifestação, com o argumento de evitar situações violentas, especialmente em relação a protestos de grupos de esquerda ou minorias estrangeiras.

A nova chefe da diplomacia austríaca, Karin Kneissl, 52 anos, não é militante do FPÖ, mas nos últimos tempos tem-se aproximado desta formação, com a qual partilha, por exemplo, a recusa da chegada dos refugiados.

O partido também controlará os Assuntos Sociais e Saúde, Defesa e Infraestruturas. O líder do FPÖ será vice-chanceler e também terá a pasta dos Funcionários e Desporto.

Já o ÖVP controlará a chancelaria federal e sete ministérios.

Com 31 anos de idade, Sebastian Kurz será o chefe de Governo mais jovem da Europa.

Os populares terão a tutela dos Assuntos Europeus e Cultura; Mulheres, Família e Juventude; Justiça e Reformas; Educação e Universidades, além de Agricultura e Ambiente.

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