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Marrocos convoca embaixada dos EUA para entregar carta de protesto

O Governo marroquino convocou hoje a encarregada de negócios dos EUA em Rabat para lhe entregar uma carta do rei Mohamed VI dirigida ao Presidente Donald Trump e que exprime a "profunda preocupação" de Marrocos sobre os planos de Washington para Jerusalém.

Marrocos convoca embaixada dos EUA para entregar carta de protesto
Notícias ao Minuto

14:49 - 06/12/17 por Lusa

Mundo Jerusalém

A carta, divulgada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, "rejeita qualquer alteração do estatuto jurídico e político [de Jerusalém] e a necessidade de respeitar o seu simbolismo religioso", face aos planos dos Estados Unidos em reconhecer a cidade como capital de Israel e transferir a embaixada de Telavive para essa cidade.

O chefe da diplomacia marroquina, Naser Burita, entregou a carta numa reunião para a qual também foram convocados os embaixadores dos países membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, a quem foi pedido para "assumirem total responsabilidade (...) para evitar tudo o que possa provocar conflitos e deteriorar a estabilidade da zona".

O rei Mohamed VI também contactou hoje com o secretário-geral da ONU, António Guterres, para manifestar "a sua inquietação e preocupação" perante a intenção da administração Trump sobre Jerusalém, uma cidade cujo estatuto "é fundamental".

A posição de Marrocos vem juntar-se à da Arábia Saudita, Jordânia e outros países árabes, que já advertiram sobre as perigosas consequências dessas decisões, e que quebram o consenso internacional sobre o estatuto previsto para cidade de Jerusalém.

A mediação internacional remeteu para os negociadores palestinianos e israelitas esta questão decisiva, pelo facto de as duas partes considerarem Jerusalém a sua capital, e quando as embaixadas em Israel permanecem localizadas em Telavive.

Donald Trump deverá anunciar hoje a decisão de mudar a embaixada, atualmente em Telavive, tornando-se o primeiro país a fazê-lo.

Esta decisão já mereceu uma série de críticas internacionais e vários países, como França, Reino Unido, China ou Portugal, manifestaram receios pelas consequências, nomeadamente uma escalada da violência.

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