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Zimbabué: Militares estão "em processo de tomar o comando"

O secretário-geral do partido da oposição no Zimbabué, o Movimento para a Mudança Democrática (MDC-T), Douglas Mwonzora, afirmou hoje que perante a tensão vivida no país estão "seguros de que o exército está em processo de tomar o comando".

Zimbabué: Militares estão "em processo de tomar o comando"
Notícias ao Minuto

07:59 - 15/11/17 por Lusa

Mundo Oposição

Numa entrevista telefónica a partir do Zimbabué com o canal sul-africano ANN7, Mwonzora reiterou: "Esta é a definição padrão de um golpe de Estado. Se isto não é um golpe, o que será?".

Mwonzora acrescentou que o partido governante, a União Nacional Africana do Zimbabué - Frente Patriótica (ZANU-PF) "estão em fase de negação, mas que já não têm o controlo".

O exército do Zimbabué desmentiu na madrugada de hoje que esteja em curso um golpe de Estado militar, garantindo que o Presidente, Robert Mugabe, se encontra em segurança, depois de uma noite de agitação na capital, com soldados armados e veículos militares nas ruas da capital e o registo de pelo menos três explosões.

A propósito da mensagem que um porta-voz do exército leu na televisão nacional esta noite, em que descartou que estivesse a ocorrer um "golpe militar", Mwonzora considerou que "é um comunicado normal quando os militares intervêm".

"Há muito ressentimento contra (o Presidente) Robert Mugabe e a sua esposa (Grace)", sublinhou o político da oposição, que pediu aos cidadãos que "tenham cuidado", já que a "situação é anormal".

Embora o secretário-geral do MDC-T tenha dito que "é a hora de salvar o país", também afirmou que "não será permitido um derramamento de sangue".

O mesmo canal de televisão contactou um porta-voz do ZANU-PF, Kennedy Mandaza, que se encontrava na África do Sul, e que apenas disse que "está a seguir de perto o desenvolvimento da situação no Zimbabué".

A conversa telefónica com Mandaza caiu após ser questionado pelo paradeiro do Presidente Mugabe, que segundo o canal sul-africano SABC, poderá encontrar-se sob prisão domiciliária.

A tensão no Zimbabué começou a aumentar na tarde de terça-feira, depois de vários tanques terem sido vistos em direção a Harare, um dia depois de o chefe das forças armadas do país, o general Constantino Chiwenga, ter condenado a demissão do vice-presidente do país, e advertido de que seriam tomadas "medidas corretivas" se se mantivesse a purga de veteranos no partido de Mugabe (de 93 anos e no poder desde a independência do Zimbabué, em 1980).

O ZANU-PF disse que as palavras de Chiwenga sugeriam uma "conduta de traição" destinada a "incitar à insurreição e ao desafio violento da ordem constitucional".

A atual crise no Zimbabué surge após a destituição, na semana passada, do vice-presidente Emmerson Mnangagwa, que era apontado como sucessor de Mugabe, tal como a primeira-dama Grace Mugabe.

Mnangagwa há muito considerado o delfim do Presidente, foi humilhado e demitido das suas funções e fugiu do país após um braço-de-ferro com a primeira-dama, Grace Mugabe.

Figura controversa conhecida pelos seus ataques de cólera e dirigente do braço feminino do partido do marido, Grace Mugabe, de 52 anos, tem muitos opositores tanto no partido como no Governo.

Com este afastamento, fica na posição ideal para suceder ao marido, que, apesar da idade avançada e da saúde frágil, foi nomeado pela Zanu-PF como candidato às eleições presidenciais de 2018.

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