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Las Vegas: "Um pesadelo sangrento" que ainda não acabou

Esta é a história de uma família que foi afetada pelo massacre que vitimou dezenas de pessoas em Las Vegas.

Las Vegas: "Um pesadelo sangrento" que ainda não acabou
Notícias ao Minuto

12:47 - 09/10/17 por Notícias Ao Minuto

Mundo Massacre

A história de Stephanie Melanson poderia ter sido memorável, mas o massacre de Las Vegas, que vitimou dezenas de pessoas que assistiam ao festival Route 91 Harvest, mudou-lhe o rumo.

A jovem era uma presença assídua no festival de música country e, este ano, decidiu levar também a mãe. E, no dia da mãe, ofereceu então os bilhetes a Rosemarie Melanson.

A progenitora ainda tentou dissuadir a filha, aliciando amigos e os outros filhos a irem na sua vez. Mas Rosemarie lá acabaria por ceder.

Na terceira noite do festival, a mãe de Stephanie sentia-se feliz por estar ali a dançar ao som da música.

Mas essa felicidade foi de súbito interrompida pelo disparo de uma bala que a atingiu no peito. Para além disso, a bala fragmentou-se no seu organismo, sendo que vários resíduos se alojaram nos pulmões, estômago, fígado e baço.

Só na manhã do dia seguinte é que Stephanie conseguiu voltar a ver a mãe, na unidade de terapia intensiva do Sunrise Hospital and Medical Center. Rosemarie foi levada com vida para a unidade hospitalar graças a um bombeiro reformado que apareceu na linha de fogo para tratar dos seus ferimentos.

A mulher de 54 anos continua internada em estado grave, a respirar através de um ventilador “e está tão sedada que não pode fazer mais do que agitar as pálpebras enquanto a família se reúne ao redor da cama do hospital”, revela o The Independent.

Este tem sido, nas palavras da família, “um pesadelo sangrento e o seu fim pode estar a semanas ou até meses de distância”.

A irmã mais nova de Stephanie, Paige, de 25 anos, também foi ao concerto e, em declarações ao jornal britânico, diz não se recordar de ter ouvido os primeiros disparos naquela noite. Nem se recorda sequer de sentir “uma bala que passou de raspão pelo cotovelo”. Só quando alguém gritou que ela estava ferida é que percebeu.

“Deitei-me então no chão para evitar a chuva de balas. E foi aí que vi a cara da minha mãe, deitada na relva”, recorda.

Stephanie, Paige e seus amigos ainda estavam de joelhos sobre Rosemarie quando o bombeiro aposentado rastejou para os ajudar. Pressionou o ferimento provocado pela bala e pediu aos jovens que fugissem.

Eles fugiram, mas não antes de o bombeiro ter garantido a Stephanie e Paige que não abandonaria a mãe delas.

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