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Coreia do Norte ameaça reforçar programa nuclear para se igualar aos EUA

O regime da Coreia do Norte declarou hoje que vai redobrar todos os esforços para potenciar ainda mais o programa nuclear e de mísseis para se posicionar ao nível dos Estados Unidos e responder às sanções da ONU.

Coreia do Norte ameaça reforçar programa nuclear para se igualar aos EUA
Notícias ao Minuto

11:00 - 13/09/17 por Lusa

Mundo Tensão

A Coreia do Norte através de um comunicado difundido hoje em Pyongyang promete "levar a luta até ao final" e ameaça "redobrar esforços para aumentar a fortaleza que permite proteger a soberania e o direito de existir".

No mesmo documento, Pyongyang responsabiliza Washington pela "situação" e adverte que para manter "a paz e a segurança na região" é preciso estabelecer "uma situação de equilíbrio" militar com os Estados Unidos.

O regime de Kim Jong-Un pretende lançar, deste modo, uma mensagem de força reagindo às medidas de pressão impostas na segunda-feira pelas Nações Unidas prometendo incrementar os esforços militares.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano já criticou duramente as sanções que qualificou como "provocação atroz destinada a privar a República Popular Democrática da Coreia (nome oficial do país) do seu legítimo direito à autodefesa e a sufocar o Estado e o povo através de um bloqueio económico de grande escala".

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou por unanimidade um novo pacote de sanções económicas, incluindo limitações sobre a importação de petróleo, além de limitar as exportações dos têxteis norte-coreanos.

A proposta inicial dos Estados Unidos junto da ONU, que não foi aprovada, previa a proibição total da venda de gás, petróleo e produtos petrolíferos refinados à Coreia do Norte.

A Rússia e a China, com direito de veto sobre as resoluções do Conselho de Segurança, tinham expressado oposição sobre alguns pontos da proposta norte-americana o que provocou uma ronda negocial que suavizou as medidas de pressão que acabaram por determinar a limitação em vez da proibição total.

Neste sentido, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que qualificou as novas medidas como "mais um pequeno passo" alertou que "não são nada em comparação com o que finalmente vai ter de acontecer".

O novo pacote de sanções imposto a Pyongyang proíbe a venda de produtos petrolíferos refinados que excedam o meio milhão de barris, desde o próximo dia 01 de outubro, durante um período de três meses e as ordens de compra superiores aos dois milhões de barris ficam suspensas a partir do dia 01 de janeiro de 2018, durante um período de 12 meses.

Por outro lado, a Coreia do Norte fica proibida de vender produtos têxteis, que, segundo os Estados Unidos, geram lucros de 760 milhões de dólares por ano, constituindo uma das principais fontes de receitas do país.

A resolução do Conselho de Segurança foi aprovada na sequência do sexto ensaio nuclear do Exército norte-coreano no dia 03 de setembro registado como o mais potente de todos os que foram realizados até ao momento.

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