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Justiça israelita abre processo contra Sara Netanyahu, mulher do PM

A mulher do primeiro-ministro israelita arrisca-se a ser julgada por ter passado dezenas de milhares de dólares de faturas de refeições à custa do contribuinte, e quando Benjamin Netanyahu também enfrenta problemas na justiça.

Justiça israelita abre processo contra Sara Netanyahu, mulher do PM

O procurador-geral Avichai Mandelblit informou o advogado de Sara Netanyahu "que tenciona fazê-la comparecer perante a justiça no caso das encomendas de refeições", indicou hoje em comunicado o ministério da Justiça.

Caso Sara Netanyahu -- figura omnipresente e considerada muito influente -- seja indiciada, será a primeira acusação nos diversos 'dossiers' que envolvem o primeiro-ministro e o seu círculo, apesar de supostamente ser estranho a este caso.

Estes 'dossiers' constituem desde há meses um tema dominante nos 'media' e suscitam interrogações sobre o futuro de Netanyahu, apesar do seu instinto de sobrevivência política.

No entanto, o procurador-geral permitiu a Sara Netanyahu que recorra da decisão "antes que seja tomada uma decisão final" que implicará a sua comparência perante os juízes, precisou o ministério.

Sara Netanyahu, e ainda um colaborador próximo de Netanyahu, são suspeitos de terem encomendado "de forma fraudulenta" centenas de refeições em restaurantes de topo num valor de 395.000 shekels (85.000 euros), indica o ministério.

Desde há meses que os detratores de Netanyahu se referem a diversos incidentes ocorridos na residência do primeiro-ministro e que podem indicar suspeitas de corrupção.

Neste contexto, os 'media' seguiram com avidez o confronto nos tribunais entre Sara Netanyahu e um antigo homem de confiança da Presidência, Meni Naftali, que acusou a mulher do primeiro-ministro de comportamento tirânico.

Naftali é considerado pelos Netanyahu como o responsável por toda esta situação.

O procurador, acusado pelos adversários do primeiro-ministro de tentar travar os processos judiciais, parece ter renunciado em indiciar a Sara Netanyahu em dois casos: a presumível compra de móveis de jardim oficialmente destinados à residência oficial, mas transferidos para uma vivenda privada dos Netanyahu; e a contratação, com dinheiros públicos, de uma assistente destinada a acompanhar em permanência o pai idoso da senhora Netanyahu.

O primeiro-ministro é diretamente visado por dois casos paralelos, e na quinta-feira decidiu através do Facebook defender a honra da família.

Assim, qualificou as suspeitas de "absurdas" sobre um aumento das despesas alimentares ao "delinquente e mentiroso" Meni Naftali e apresentou Sara Netanyahu "como uma mulher corajosa e honesta que nunca fez nada de mal".

Os dois inquéritos que envolvem Netanyahu relacionam-se com o caso de presentes que teria recebido indevidamente de personalidades com avultado poder económico, e um acordo secreto que teria tentado concluir com um jornal popular para uma cobertura mediática favorável.

Foi interrogado em diversas ocasiões pela polícia, mas sem ser formalmente indiciado.

O nome do seu advogado pessoal e de um antigo chefe de gabinete aparecem no entanto associados num caso de presumível corrupção relacionado com a compra de três submarinos alemães. Nas últimas semanas foram detidas diversas pessoas em relação com este caso, mas o nome de Netanyahu não foi envolvido.

O primeiro-ministro, 67 anos, tem repetido que "não se passa nada, porque nada se passou".

Sem rival aparente, ultrapassou os 11 anos de poder e poderá atingir o recorde de longevidade de um primeiro-ministro israelita.

Os comentadores assinalam que a pressão tem aumentado sobre a condução do governo, forçando Netanyahu a ceder à sua direita e, pelo contrário, recusar qualquer concessão aos palestinianos.

Em 9 de agosto Netanyahu tentou reverter esta pressão em seu favor, ao reunir os membros do seu partido para denunciar uma "tentativa de golpe" da esquerda e de diversos 'media.

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