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Morreu Dick Gregory, o homem que usou o humor como arma de ativismo

O comediante norte-americano morreu no passado sábado, aos 84 anos. O humor foi uma das armas que utilizou para defender os direitos humanos.

Morreu Dick Gregory, o homem que usou o humor como arma de ativismo
Notícias ao Minuto

18:41 - 20/08/17 por Pedro Bastos Reis

Mundo Óbito

O humorista norte-americano Dick Gregory morreu no passado sábado num hospital em Washington, onde esteve internado durante uma semana devido a uma infeção bacteriana. Tinha 84 anos.

Para além de uma figura lendária no mundo da comédia, Dick Gregory foi também um ativista pela defesa dos direitos humanos, nomeadamente no que diz respeito às desigualdades raciais nos Estados Unidos. O humor foi uma das armas que utilizou para combater o racismo, sobretudo durante a década de 1960.

Juntamente com Godfrey Cambridge e Bill Cosby, Dick Gregory foi umas das vozes que abriu a porta ao aparecimento de outros humoristas negros, como Nipsey Russel, Moms Mabley e Redd Foxx, assim como Richard Pryor, Chris Rock ou Eddie Murphy.

A confirmação da morte do comediante foi dada pelo seu filho Christian, através da rede social Instagram.

It is with enormous sadness that the Gregory family confirms that their father, comedic legend and civil rights activist Mr. Dick Gregory departed this earth tonight in Washington, DC. The family appreciates the outpouring of support and love and respectfully asks for their privacy as they grieve during this very difficult time. More details will be released over the next few days - Christian Gregory

Uma publicação partilhada por Dick Gregory (@therealdickgregory) a Ago 19, 2017 às 7:24 PDT

“É com grande tristeza que a família Gregory confirma que o seu pai, a lenda da comédia e ativista pelos direitos civis Mr. Gregory partiu desta terra nesta noite”, escreveu Christian Gregory.

Dick Gregory começou a sua carreira em vários concursos de talentos. Depois de sair do Exército, em 1956, lutou por entrar no circuito humorístico de Chicago. Em 1961, começa a atuar no Playboy Club, na mesma cidade, para uma audiência composta sobretudo por brancos. Por inúmeras vezes, foi alvo de racismo, mas isso não o impediu de utilizar o humor para combater as injúrias de que era alvo.

As suas atuações levaram-no a ter um artigo na revista Time, bem como uma presença no The Tonight Show. Perante o maior protagonismo que foi recebendo, o humorista começou a utilizar o seu talento para alertar para as constantes violações de direitos humanos no mundo, em particular para a discriminação sobre a comunidade afroamericana. Por várias vezes, foi detido e alvo de violência policial.

Dick Gregory chegou mesmo a concorrer para Mayor de Chicago, em 1967. O seu ativismo levou o então presidente Richard Nixon a colocá-lo na sua lista de inimigos. A vigilância por parte da CIA passou a ser uma realidade.

Protestou contra a a Guerra do Vietname, chamou a atenção para os problemas no Médio Oriente, alertou para a desigualdade de género e para a violência policial, e apoiou Michael Jackson quando este foi acusado de abuso sexual.

Dick Gregory foi uma voz inconformada que lutou por um mundo melhor. Aos 84 anos, perdeu a luta contra as várias doenças com que se confrontou ao longo da vida. O legado, esse, será eterno.

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