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Encontrados destroços do USS Indianapolis, afundado na II Guerra Mundial

Investigadores civis anunciaram ter localizado os destroços do USS Indianapolis, o navio cruzador da Segunda Guerra Mundial que desempenhou um importante papel no bombardeamento atómico de Hiroxima, antes de ser torpedeado por um submarino japonês.

Encontrados destroços do USS Indianapolis, afundado na II Guerra Mundial
Notícias ao Minuto

12:12 - 20/08/17 por Lusa

Mundo Investigadores

O afundamento do Indianapolis continua a ser a maior perda da Marinha dos Estados Unidos no mar, e o destino da sua tripulação - quase 900 pessoas morreram, atacados por tubarões, e apenas 316 sobreviveram - foi um dos episódios mais terríveis e fascinantes da guerra no Pacífico.

A equipa de expedição do Navio de Investigação Petrel, propriedade do cofundador da Microsoft Paul Allen, diz ter localizado os restos do Indianapolis no fundo do Pacífico Norte, a mais de 5.500 metros de profundidade, indicou a Marinha norte-americana em comunicado divulgado no sábado.

"Poder homenagear os corajosos homens do USS Indianapolis e as suas famílias através da descoberta de um navio que desempenhou um papel tão significativo para o fim da Segunda Guerra Mundial é verdadeiramente uma honra", disse Allen no comunicado.

O Indianapolis, com 1.196 marinheiros e fuzileiros a bordo, navegava no mar das Filipinas entre Guam e o Golfo de Leyte, quando dois torpedos de um submarino japonês o atingiram, pouco depois da meia-noite de 30 de julho de 1945.

Afundou-se em 12 minutos, matando cerca de 300 tripulantes. Os sobreviventes ficaram na água, a maioria deles apenas com coletes salva-vidas.

Não houve tempo para enviar um sinal de socorro, e quatro dias passaram até que um bombardeiro em patrulha de rotina avistou, por acaso, os sobreviventes na água.

Quando as equipas de resgate chegaram, devido a uma combinação de insolação, desidratação, afogamento e constantes ataques de tubarões, apenas um quarto da tripulação inicial do navio estava viva.

Ao longo dos anos, muitos livros relataram o naufrágio do navio e o seu papel no transporte de componentes fundamentais do que se tornaria a bomba atómica 'Little Boy' até à ilha de Tinian, o ponto de partida da missão do bombardeiro Enola Gay a Hiroxima, em agosto de 1945.

Documentários e filmes, o mais recente dos quais "USS Indianapolis: Men of Courage" (2016), protagonizado por Nicolas Cage, têm reconstituído os dias de horror da tripulação nas águas do Pacífico.

O naufrágio do Indianapolis também foi abordado no argumento do êxito de bilheteira de Steven Spielberg 'Jaws' ('Tubarão'), com o sobrevivente ficcional Comandante Quint a relatar o terror que viveu até ser salvo.

O comunicado da Marinha norte-americana referiu que uma pista para encontra o Indianapolis surgiu em 2016, quando Richard Hulver, um historiador que trabalha no Comando de História e Património Naval delimitou uma nova área de busca.

A investigação de Hulver identificou uma aeronave de aterragem naval que tinha registado um avistamento do Indianapolis no dia antes do naufrágio.

A equipa de investigação criou uma nova área de buscas, embora esta tivesse ainda uma dimensão considerável: mais de 1500 quilómetros quadrados em alto mar.

De acordo com a Marinha, a equipa de expedição de 13 pessoas do Navio de Investigação Petrel estava a pesquisar o local onde se encontrava o Indianapolis, cumprindo a lei norte-americana segundo a qual um navio de guerra afundado é um túmulo militar que não deve ser profanado.

Os destroços do navio continuam a ser propriedade da Marinha e a sua localização é não só confidencial como também de acesso restrito, sublinhou ainda a Marinha no comunicado.

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