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"É uma vergonha que seja preciso dizer que os neonazis estão errados"

Mark Zuckerberg manifesta repúdio por manifestações de ódio e violência e compromete-se a eliminar essas referências do Facebook.

"É uma vergonha que seja preciso dizer que os neonazis estão errados"
Notícias ao Minuto

23:49 - 16/08/17 por Anabela de Sousa Dantas

Mundo Mark Zuckerberg

Mark Zuckerberg, cofundador da rede social Facebook, recorreu a essa mesma plataforma para comentar o racismo e xenofobia que tem inundado as notícias nos Estados Unidos ao embalo da marcha nacionalista que ocorreu no fim de semana passado em Charlottesville, no estado da Virgínia.

Nós não nascemos a odiar-nos uns aos outros. Não nascemos com visões tão extremadas. Podemos não ser capazes de resolver todos os problemas, mas todos temos a responsabilidade de fazer o que estiver ao nosso alcance. Eu acredito que podemos fazer alguma coisa em relação às faixas da nossa cultura que ensinam uma pessoa a odiar outra”, começou por escrever.

Asseverando que o Facebook existe para que “pessoas com visões diferentes possam partilhar as suas ideias”, esclarece que se torna inaceitável quando “alguém tenta silenciar outros ou ataca-os por serem quem são ou pelo que acreditam”.

“Não há lugar para ódio na nossa comunidade”, afirma, sendo por essa razão que publicação “que promovam crimes de ódio ou atos de terrorismo” serão eliminadas. E isso inclui “o que aconteceu em Charlottesville: “Estamos a acompanhar a situação com atenção e vamos eliminar ameaças de violência física”.

Admitindo que os últimos dias têm sido “difíceis de digerir”, Zuckerberg questiona-se de onde virá este ódio e deixa o que parece ser uma crítica velada ao presidente norte-americano. “É uma vergonha que ainda precisemos de dizer que os neonazis e os supremacistas brancos estão errados – como se isto não fosse óbvio”, lamentou.

Admite que “poderá sempre existir alguma crueldade no mundo” e que talvez não se possa fazer nada em relação a esse facto. “Mas há muita polarização na nossa cultura e aí podemos fazer alguma coisa. Não existe suficiente equilíbrio, nuance e profundidade no nosso discurso público e acredito que podemos fazer alguma para mudar isso. Precisamos de aproximar as gentes e sei que aí podemos progredir”, termina.

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