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Governo do Quénia nega que haja manifestações e mortos no país

O Governo do Quénia negou hoje que haja manifestações e vítimas mortais em diferentes pontos do país, assegurando que foram registados unicamente incidentes violentos "isolados" provocados por criminosos, que receberam uma resposta "apropriada" da polícia.

Governo do Quénia nega que haja manifestações e mortos no país
Notícias ao Minuto

12:47 - 12/08/17 por Lusa

Mundo Tensão

O ministro do Interior em funções, Fred Matiang'i, assegurou numa conferência de imprensa que tudo são "rumores e mentiras" e reiterou que o país é "seguro".

Alguns dos principais bairros de Nairobi e importantes cidades, como Kisumu, vivem desde a noite de sexta-feira violentos protestos contra a reeleição do Presidente, Uhuru Kenyyata, tendo sido mortas pelo menos quatro pessoas a tiro.

A este respeito, Fred Matiang'i disse não ter conhecimento de vítimas mortais ou de agentes que tenham disparado contra os manifestantes, já que na sua opinião não houve e nem há sequer protestos.

Para o governante, estão a ocorrer incidentes isolados, como autocarros e casas em chamas ou a destruição de lojas e comércio, perpetrados por "criminosos oportunistas", mas não há protestos organizados.

"A polícia não usou força desproporcional. Quem diz isso está a mentir e a espalhar boatos", disse.

Nas palavras de Matiang'i, as pessoas gozam do direito de protestar, mas não é possível "permitir que os cidadãos infrinjam os direitos dos outros".

Os protestos violentos começaram depois de a comissão eleitoral ter anunciado oficialmente a vitória do Presidente, para um segundo mandato, a quem a oposição acusou de fraude nas eleições.

A Conferência Episcopal do Quénia pediu também hoje à coligação opositora Super Aliança Nacional (NASA) que peça "calma e paz" aos seus apoiantes para pôr fim à violência que ocorre em diferentes pontos do país.

Os observadores eleitorais nacionais do Quénia asseguraram hoje que a sua contagem coincide com os dados fornecidos pela Comissão Eleitoral, que proclamou na sexta-feira a reeleição do Presidente, Uhuru Kenyatta.

Na violência pós-eleitoral de 2007, morreram pelo menos 1.100 pessoas e mais de 600 mil foram obrigadas a abandonar as suas casas.

Na quinta-feira, os chefes das missões de observadores da União Europeia, União Africana e Commonwealth coincidiram em que as eleições de terça-feira no Quénia respeitaram as normas internacionais e apelaram para a calma até que termine a contagem dos votos.

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