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Cinco anos, cinco temas. Ou um redesenhado mapa do mundo

Nos últimos cinco anos, o Notícias ao Minuto tem estado deste lado do ecrã a acompanhar os mais importantes eventos mundiais. Por forma a assinalar o quinto aniversário do nosso site, recordamos aqui cinco temas obrigatórios.

Cinco anos, cinco temas. Ou um redesenhado mapa do mundo
Notícias ao Minuto

08:30 - 12/08/17 por Anabela de Sousa Dantas

Mundo Especial

O Notícias ao Minuto nasceu a 12 de agosto de 2012. Estando online apenas na segunda metade do ano, foi dando os primeiros passos com a morte de Neil Armstrong, logo a 25 de agosto, ou das notícias do ataque a Malala Yousafzai, baleada na cabeça a 9 de outubro no Paquistão, que em 2014 viria a ser a pessoa mais jovem de sempre a receber o Prémio Nobel da Paz.

Como forma de assinalar os primeiros cinco anos de Notícias ao Minuto, elegemos cinco dos temas que mais ressonância tiveram a nível internacional, partindo de uma escolha que será sempre subjetiva. 

O Conclave que foi buscar um Papa ao "fim do mundo"

O fumo branco viu-se pouco depois da 18h00 na chaminé da Capela Sistina. Jorge Mario Bergoglio, nascido em Buenos Aires, na Argentina, tornava-se Francisco. Este Conclave de março de 2013 já era um evento especial, afinal acontecia no seguimento do primeiro ato de renúncia no Vaticano desde 1415. Mas, como Bento XVI viria a admitir um ano depois, “Deus preparou um fenómeno”.

“Vocês sabem que o dever do Conclave era dar um bispo a Roma. Parece que os meus irmãos cardeais foram quase até ao fim do mundo para me buscar. Mas aqui estamos”, foram as suas primeiras palavras como Sumo Pontífice.

Num ano marcado pelo conflito sírio, pela morte de Nelson Mandela, pelo atentado na maratona de Boston, o Papa Francisco transformou a imagem pública da Igreja Católica, através da sua humildade, abertura e simplicidade. Uma abordagem para com o Papado que mostrou desde o primeiro momento, quando surgiu na varanda da Basílica de São Pedro vestido de branco, sem adornos, sem excessos, tomando o nome de Francisco, como São Francisco de Assis.

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Ébola: Mais de 11 mil mortos com o renascer de um vírus mortal

Começou em dezembro de 2013 na Guiné, mas o primeiro caso confirmado só aconteceu em março de 2014. Menos de dois anos depois, em janeiro de 2016, 11.315 pessoas já tinham morrido por causa do vírus da Ébola. Em janeiro de 2016, o último país afetado, a Libéria, era declarado livre do vírus.

As autoridades descobriram que o surto teve origem numa criança de dois anos que morreu em dezembro de 2013 numa vila guineense. Dos primeiros 86 casos, 59 foram mortais. A febre hemorrágica provocada pelo vírus era extremamente contagiosa. Espalhou-se por vários países da África Ocidental, com 99% das mortes a ter lugar na Guiné, na Libéria e na Serra Leoa.

Em 2014, os homens e mulheres que lutaram (e também morreram) a ajudar a combater o vírus foram nomeados ‘Pessoas do Ano’ pela revista TIME. Uma distinção para médicos, enfermeiros, voluntários, missionários, coveiros, ajudantes. Uma das enfermeiras distinguidas numa das várias capas da revista, Salome Karwah, acabaria por sucumbir ao vírus mais tarde.

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A mudança imposta pelo terrorismo a nível global

O ano de 2015 começou, logo em janeiro, com o ataque terrorista ao jornal satírico Charlie Hebdo, em Paris, matando 12 pessoas, incluindo o editor da publicação, vários cartoonistas e dois agentes da polícia. No final do ano, em novembro, três ataques coordenados, da autoria do ISIS, resultaram em 130 mortos e centenas de feridos, também em Paris. Oito terroristas abriram fogo e/ou fizeram-se explodir na sala de espetáculos Le Bataclan, junto ao Estádio de França e numa zona de restaurantes.

O conflito na Síria já havia começado há muito, e países como a Nigéria, Mali, Iémen, Somália, Egito, Afeganistão, Líbia, Índia, Turquia, Quénia, Iraque ou Tunísia foram sendo alvos de ataques todos os meses, durante todo o ano.

Os ataques em Paris, no entanto, trouxeram à Europa uma proximidade ao terrorismo que até aí não existia, marcando uma mudança na forma como o encaramos. Na Europa (e no Ocidente) a memória coletiva fica marcada pelos ataques em Paris, em San Bernardino ou em Copenhaga. No ano seguinte, o ataque com camião em Nice e outro em Berlim, os ataques a discotecas em Orlando e Istambul ajudaram a agravar este novo sentimento de ameaça (e também agravaram uma posição mais extremista que se foi refletindo tanto a nível social como político, como se veria mais tarde).

A ação do terrorismo iniciou, entretanto, um novo capítulo dramático: milhares de pessoas refugiadas atravessam fronteiras e mar para fugir à guerra. A travessia do Mediterrâneo tornou-se num “cemitério em massa” para os refugiados. Estes dois flagelos – o terrorismo e as migrações –, que tantas mortes causaram, tornaram-se nos dois temas mais importantes não só de 2015, como dos tempos que se seguiram.

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Do MH370 ao voo da Germanwings - os desastres aéreos nas notícias

A série de casos amplamente noticiados de desaparecimentos e quedas de aviões começou em 2014. O voo MH370 da Malaysia Airlines desapareceu dos radares em março com 239 pessoas a bordo e o voo MH17 da mesma companhia foi abatido enquanto sobrevoava a Ucrânia, matando todos os 298 passageiros. Estes são os casos mais mediáticos, porque faltam o voo GE222 da TransAsia Airways (40 mortos), o voo AH5017 da Air Algerie (118 mortos) ou o voo 5915 da Sepahan Airlines (38 mortos).

No ano seguinte, 2015, a mediatização destes casos já tinha despertado a atenção global. Em março, o voo 9525 da Germanwings despenhou-se nos Alpes franceses por determinação do piloto. Morreram todas as 114 pessoas a bordo. Em outubro, o voo 9268 da Metrojet despenhou-se na Península do Sinai, no Egito, pouco depois de descolar (morreram 224 pessoas). O ISIS reclamou a autoria do incidente, dizendo que plantou uma bomba no aparelho. Tiveram lugar mais 14 desastres aéreos, segundo a Aviation Safety Network (ASN).

Na altura, o pensamento geral era de que nunca antes tinham tido lugar tantos desastres aéreos. Uma ideia que foi prontamente afastada pelas autoridades de aviação. Em 2014 morreram 990 pessoas em resultado de 21 desastres de aviação e em 2015 morreram 560 pessoas no total. Dois dos anos menos fatais em termos de acidentes aéreos, indicaram as estatísticas. Em 1972, o ano mais mortífero, morreram mais de 2.300 pessoas em resultado de 72 acidentes. Em 1996, para recordar uma década mais recente, morreram 1844 pessoas em resultado de 57 acidentes.

A mediatização dos mesmos contribuiu para a interpretação exagerada das suas consequências, chegou a dizer-se. No ano seguinte, 2016, ocorreram mais dois desastres que ocuparam as notícias durante meses: a queda do voo 804 da EgyptAir (66 mortos) e do avião da companhia boliviana LaMia, que transportava os jogadores do clube Chapecoense (71 mortos).

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Brexit e Donald Trump: O redesenhar de mapa político mundial

David Cameron confiou que os britânicos manifestariam nas urnas aquilo que ele próprio acreditava: que o Reino Unido era “mais forte” na União Europeia. Foi o tiro no pé político que acabaria por causar a demissão de Cameron. A 23 de junho de 2016, 51,9% dos britânicos que foram votar no referendo pediram o Brexit.

A surpresa geral destes resultados encontrou paralelo numa outra noite de 2016, desta feita a de 8 de novembro, nos Estados Unidos. Quando as sondagens ainda pendiam para o lado de Hillary Clinton, muitos acreditavam que as eleições estavam decididas. Não estavam. O magnata Donald Trump seria eleito o 45.º presidente dos Estados Unidos.

Má gestão de campanha de Clinton, apego sintomático por um discurso extremista, as razões apresentadas desdobraram-se após o facto, mas o facto consumou-se. Em janeiro de 2017, Donald Trump ocupava oficialmente o cargo político mais importante do mundo.

Atmosferas políticas em mudança clara, que colocaram (e colocam) muitos desafios aos atuais líderes. De um lado do Atlântico, o Brexit significava uma rutura preocupante ao embalo da ameaça de um novo nacionalismo, do outro, a eleição de Trump pela direita (mas com uma coluna nacionalista) prometia redefinir o mapa político mundial.

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