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ONU: Ataque do Daesh contra yazidis deve ser considerado genocídio

A Comissão de investigação da ONU sobre os crimes cometidos na Síria pediu hoje à comunidade internacional que reconheça como genocídio o ataque do grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI) contra a comunidade yazidi.

ONU: Ataque do Daesh contra yazidis deve ser considerado genocídio
Notícias ao Minuto

18:35 - 03/08/17 por Lusa

Mundo Investigação

Ao assinalar os três anos, em 4 de agosto de 2014, do ataque do EI aos yazidis de Sinjar, com um balanço de milhares de homens mortos e de mulheres e crianças capturadas, a Comissão emitiu hoje um comunicado para evitar que esses acontecimentos fiquem impunes.

No texto, solicita que este ataque contra uma comunidade étnica e religiosa específica com milhares de anos de história, que o EI define como infiel, seja considerado um genocídio, e pediu que sejam tomadas as medidas necessárias para ser levado perante a Justiça.

Nesse sentido, sugeriu a possibilidade que este caso seja investigado pelo Tribunal Penal Internacional, e que tribunais nacionais fomentem ações posteriores com base na Justiça universal.

A Comissão recordou que num relatório sobre os yazidis publicado em 16 de junho de 2016 já tinha denunciado a venda de milhares de mulheres como escravas sexuais e centenas de crianças doutrinadas para se converterem em combatentes islâmicos.

Nesse documento, a Comissão, composta por três juristas, determinou que tinha sido cometido o crime de genocídio, ao considerar que os 'jihadistas' pretendiam destruir esta comunidade e cometer diversas vexações com o objetivo de dizimá-la.

A Comissão recorda que este crime de genocídio se mantém mas que não está a ser investigado. Atualmente, milhares de homens yazidis permanecem desaparecidos, e o EI mantém cativas 3.000 mulheres, que segundo a Comissão são violadas diariamente.

Algumas destas mulheres estão em Raqa, norte da Síria, e diversos relatos indicam que os combatentes do EI estão a tentar vendê-las, com o avanço das forças da coligação que os combate.

A Comissão recomendou às forças anti-'jihadistas' que incluam a libertação destas mulheres nos seus planos para recuperar a cidade.

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