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Opositores venezuelanos levados pela polícia estão em prisão militar

Os opositores venezuelanos Leopoldo López e Antonio Ladezma foram hoje novamente colocados na prisão militar de Ramo Verde, nos arredores de Caracas, de onde tinham saído recentemente para cumprir as penas em prisão domiciliária.

Opositores venezuelanos levados pela polícia estão em prisão militar
Notícias ao Minuto

14:45 - 01/08/17 por Lusa

Mundo Venezuela

O advogado de defesa de López, fundador do partido Vontade Popular (direita), disse à emissora privada Circuito Êxitos que, na madrugada de hoje, tinham podido confirmar que o opositor foi levado para aquela prisão, acrescentando que espera poder vê-lo ainda hoje, por se tratar de "dia de visita legal".

Por sua parte, Mitzy Capriles, a mulher de Ledezma (Aliança Bravo Povo), assegurou numa conferência de imprensa em Madrid que os advogados do autarca de Caracas também haviam confirmado o mesmo local de detenção.

Antes, alguns dirigentes do Voluntad Popular (VP), o partido de Leopoldo López, assim como o ABP, o partido de Antonio Ladezma, reiteraram as mesmas informações, responsabilizando o Presidente, Nicolás Maduro, pela integridade física dos dois membros da oposição e sublinhando que desconhecem o local para onde foram transportados.

Vários representantes da coligação da oposição -- Mesa de Unidade Democrática (MUD) -- difundiram igualmente através da rede social Twitter uma gravação vídeo que mostra Ladezma de pijama a ser levado da casa onde se encontrava detido desde 2015.

O registo vídeo mostra os elementos do Serviço Bolivariano da Informação (Sebin, polícia secreta) e uma camioneta utilizada para transportar Ladezma.

Uma fonte próxima de López confirmou à agência espanhola EFE que funcionários do Sebin levaram o opositor da casa onde se encontrava preso desde o passado dia 08 de julho.

Poucas horas antes, o líder do ABP tinha recusado a proposta do chefe de Estado que pedia para a oposição concorrer às próximas eleições locais, previstas para o final do ano.

"Não imagino ninguém que seja leal à luta a inscrever-se, numa fila indiana, para esse Conselho Nacional Eleitoral (CNE), já aguentamos muito com esta CNE que foi protagonista, no domingo, de uma fraude grosseira", referia Ladezma através das redes sociais, pouco antes de ser levado para parte incerta pelos serviços de informações.

Ladezma foi detido em fevereiro de 2015 depois de ter sido acusado de conspiração.

Após dois meses na prisão militar de Ramo Verde foi-lhe atribuída "uma medida cautelar que substitui a liberdade" e, por motivos de saúde, foi-lhe atribuído o regime prisão domiciliária.

Ladezma ainda não foi condenado, quase dois anos e meio depois da detenção.

López esteve na mesma prisão militar durante três anos, onde foi torturado várias vezes, segundo denunciaram os advogados do membro da oposição.

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