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Santa Casa de Macau envia 200 mil euros em apoio às vítimas de incêndios

A Santa Casa da Misericórdia de Macau vai enviar 200 mil euros para a União das Misericórdias Portuguesas, com o objetivo de apoiar as vítimas dos incêndios que afetam Portugal, anunciou hoje a instituição.

Santa Casa de Macau envia 200 mil euros em apoio às vítimas de incêndios
Notícias ao Minuto

13:19 - 20/06/17 por Lusa

Mundo Pedrógão Grande

Numa nota à imprensa, a Santa Casa de Macau manifesta "o mais profundo pesar e consternação pela enorme tragédia que se abateu sobre o concelho de Pedrógão Grande, com o devastador incêndio do passado fim de semana, que causou grande número de vítimas e avultados danos materiais, nas várias localidades atingidas".

Os 200 mil euros, "destinados ao apoio às vítimas e aos esforços de reabilitação e de auxílio às famílias mais afetadas pelos incêndios", serão canalizados para a União das Misericórdias Portuguesas, que fará a distribuição consoante as necessidades e gravidade, em todo o país.

O dinheiro será enviado na quarta-feira de manhã, disse à Lusa o provedor da instituição de Macau, António José de Freitas.

Esta iniciativa junta-se à da Casa de Portugal em Macau (CPM) que, na segunda-feira, abriu uma conta solidária para recolher donativos destinados a ajudar as vítimas do incêndio em Pedrógão Grande, que já matou 64 pessoas.

"A Casa de Portugal em Macau manifesta o seu profundo pesar pela tragédia que atingiu as populações de Pedrógão Grande e concelhos em redor [e] apresenta sentidas condolências aos familiares das vítimas mortais e formula votos de rápidas melhoras a todos os feridos", indicou a CPM num 'post' publicado na sua página na rede social Facebook, em que anuncia a abertura de uma conta solidária.

"Achamos que era importante porque, apesar da distância, somos parte do país que está a atravessar esta tragédia", afirmou a presidente da CPM, Amélia António, à agência Lusa, indicando que a iniciativa figura como o "possível" que se pode fazer a milhares de quilómetros de Portugal, e mostra que "os portugueses em Macau também estão em cima do assunto".

O destino em concreto dos donativos depositados na conta solidária aberta no Banco Nacional Ultramarino (BNU) -- com o número 9014444997 -- vai ser definido "a seu tempo", até porque "as coisas ainda estão a acontecer", disse Amélia António, referindo-se nomeadamente ao facto de os incêndios ainda estarem a ser combatidos.

O Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong tem disponível até hoje um livro de condolências para "todos aqueles que desejem manifestar o seu pesar pelos que perderam a vida e restantes vítimas deste terrível desastre", segundo informação publicada na sua página de Facebook.

De acordo com um comunicado oficial divulgado na segunda-feira, o chefe do Executivo de Macau, Fernando Chui Sai On, enviou uma carta ao Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, endereçando condolências pelo devastador incêndio.

Chui Sai On endereçou ainda "as mais sentidas condolências às vítimas e às suas famílias", manifestando solidariedade para com "todos os envolvidos nesta tragédia" e para com "todos aqueles que, no terreno e em circunstâncias críticas, continuam a combater este terrível incêndio".

"Acredito que sob a sua liderança, senhor Presidente, o povo português conseguirá enfrentar este momento particularmente duro e ultrapassar esta situação dramática", conclui o chefe do executivo.

O incêndio que deflagrou no sábado à tarde em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, provocou pelo menos 64 mortos e mais de 150 feridos, segundo um balanço divulgado hoje.

O fogo começou em Escalos Fundeiros e alastrou depois a Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria.

Desde então, as chamas chegaram aos distritos de Castelo Branco, através do concelho da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra.

Este incêndio já consumiu cerca de 26.000 hectares de floresta, de acordo com dados do Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais.

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