Equador pede ao Reino Unido que permita "saída segura" de Assange

O Equador saudou hoje a decisão da justiça sueca de abandonar o processo por violação contra Julian Assange, pedindo ao Reino Unido que permita "uma saída segura" do país ao fundador do WikiLeaks.

© Reuters
Mundo Wikileaks

"O mandado de detenção europeu já não é válido. O Reino Unido deve fornecer uma saída segura a Julian Assange", refugiado desde junho de 2012 na embaixada do Equador em Londres, escreveu na rede de 'microblogues' Twitter o ministro dos Negócios Estrangeiros equatoriano, Guillaume Long.

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"O Equador saúda a decisão de abandonar as acusações contra Assange", disse o chefe da diplomacia equatoriana numa série de 'tweets' escritos em inglês.

O governo de Quito lamentou, no entanto, que "tenha demorado mais de quatro anos para o procurador sueco" ter interrogado o fundador do WikiLeaks nas instalações da embaixada equatoriana na capital britânica, algo que aconteceu em novembro passado.

"Foi um atraso completamente desnecessário", reforçou o ministro.

A procuradoria da Suécia anunciou hoje que abandona o processo por violação contra Assange, mas a procuradora Marianne Ny recusou pronunciar-se sobre a culpa ou inocência do fundador do WikiLeaks.

A procuradora explicou que o arquivamento se deve à falta de qualquer perspetiva de vir a conseguir a extradição de Assange, pelo que foi igualmente decidido revogar o mandado de detenção europeu de que é alvo.

A procuradoria da Suécia indicou, no entanto, que o processo pode ser reaberto até à prescrição do delito, em 2020.

Em reação à decisão das autoridades, a sueca que acusa Assange de violação declarou-se "chocada" e considerou "um escândalo" a decisão da procuradoria sueca de abandonar o processo contra o fundador do WikiLeaks, mantendo as acusações, afirmou hoje a sua advogada.

Assange, que se refugiou na embaixada do Equador em Londres em 2012 para escapar ao mandado de detenção europeu emitido pela Suécia, sempre negou as acusações, alegando que as relações sexuais com a queixosa foram consentidas.

Argumenta que o mandado de detenção foi uma manobra para conseguir a sua extradição para os Estados Unidos, onde pode ser processado pela publicação de documentos militares e diplomáticos confidenciais.

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