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Angola quer mais fiscalização para travar queda de recursos pesqueiros

Os recursos pesqueiros angolanos estão a reduzir-se, admitiu hoje em Luanda fonte oficial, que apontou a "melhoria do sistema de monitorização, controlo e fiscalização para combater a pesca ilegal", como "medidas para a melhoria do padrão de exploração".

Angola quer mais fiscalização para travar queda de recursos pesqueiros

A informação foi avançada pela ministra das Pescas, Vitória de Barros Neto na abertura de um seminário do Grupo de Trabalho de Pequenos Pelágicos da Comissão da Corrente Fria de Benguela, que arrancou hoje em Luanda até sexta-feira.

"A nível mundial observa-se uma redução dos recursos marinhos vivos, que é muitas vezes atribuída à sobrepesca. Os recursos pesqueiros de Angola não estão fora desde quadro e por esta razão, nos últimos anos, as políticas do Ministério das Pescas têm sido no sentido de reduzir a capacidade da frota", disse Vitória de Barros Neto.

A governante apontou que "melhorar o padrão de exploração dos recursos marinhos do país, de modo a ter uma frota de pesca rentável, adaptada aos recursos disponíveis, é uma das apostas com este propósito".

De acordo com a ministra das Pescas, o efeito dessas estratégias na recuperação dos recursos, muitas vezes não têm o impacto desejado por não se ter em conta a funcionalidade do ecossistema.

"As mudanças climáticas e os aspetos de poluição estão a tornar-se cada vez mais um desafio para a sustentabilidade dos oceanos e sistemas aquáticos", sublinhou.

A convenção da Corrente Fria de Benguela (BCC, na sigla em inglês) é mandatada pelos governos de Angola, Namíbia e África do Sul.

O seminário é uma promoção do Ministério das Pescas, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que visa determinar as prioridades de investigação pesqueira da região, desenvolver projetos de investigação a serem realizados na base da colaboração entre os cientistas dos três países africanos.

Segundo Vitória de Barros Neto, o grande desafio de Angola é ter um ecossistema saudável e produtivo.

"Por isso a Comissão da Corrente Fria de Benguela joga um papel preponderante. Na última conferência ministerial da BCC realizada, em dezembro de 2016, os países membros reforçaram a necessidade de promover a gestão regional do ecossistema, para garantir a saúde dos oceanos para benefício das gerações presentes e futuras", explicou.

A par dos países africanos participam igualmente deste encontro o Instituto de Investigação Marinha de Bergen, da Noruega, que vai desenvolver investigações marinhas a bordo do cruzeiro de investigação "Dr. Fridjof Nansen".

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