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Movimento de Macron alvo de ataques de piratas russos

O movimento do candidato centrista à presidência francesa Emmanuel Macron foi alvo em março de tentativas de "phishing", que podem ter tido origem num grupo russo, segundo um relatório divulgado hoje por uma empresa de cibersegurança japonesa, Trend Micro.

Movimento de Macron alvo de ataques de piratas russos

Phishing é um termo usado para levar pessoas a divulgar dados pessoais através de mensagens que recebem de endereços que parecem conhecidos. Essas mensagens instam o utilizador a responder mas sem o saber este é direcionado para outro local que não o que julga conhecer.

Segundo a Trend Micro, o grupo de "hackers" (piratas informáticos) Pawn Storm (também conhecido pelos nomes Fancy Bears, Tsar Team ou APT28), já acusado de ter atacado o Partido Democrático durante a campanha presidencial de Hillary Clinton, nos Estados Unidos, seria o responsável pelas tentativas de atacar o movimento "Em Marcha!", de Macron, que ganhou a primeira volta das eleições francesas de domingo.

"Há sempre uma incerteza técnica na atribuição (do ataque), embora a tenhamos minimizado", disse à Agência France Press Loic Guézo, especialista em cibersegurança no sul da Europa para a Trend Micro, acrescentando: "mas analisamos um modo de operar com dados compilados ao longo de dois anos, o que nos permitiu determinar a origem".

O grupo de piratas informáticos é suspeito de ligações aos serviços secretos russos, sinal, segundo os seus críticos, da vontade de Moscovo de influenciar as eleições em países ocidentais, disse o responsável.

Numa conferência de imprensa em Moscovo, na segunda-feira, e respondendo a uma pergunta de ordem geral, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, negou qualquer envolvimento russo na campanha eleitoral francesa.

"Quais grupos? De onde veem? Porquê a Rússia? Isso lembra as acusações de Washington", disse o porta-voz.

A tentativa de "phishing" visando pessoas que procuraram informação na página do antigo ministro francês da Economia insere-se numa campanha mais vasta do grupo russo, segundo o relatório.

O grupo de piratas procurou, nos últimos dois anos, chegar a dados pessoais em várias latitudes, nomeadamente órgãos de comunicação social, como a cadeia de televisão Al Jazira ou o jornal New York Times, ou ministérios na Albânia ou Arménia.

Na lista aparecem ainda o Partido Democrático norte-americano, a CDU da chanceler alemã Angela Merkel, ou os serviços do Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Emmannuel Macron já tinha denunciado em fevereiro "ataques sucessivos" à sua página de campanha na internet, cometidos por "hackers", muitos deles da Ucrânia.

Macron vai disputar a segunda volta das eleições presidências francesas com a líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, a 07 de maio.

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