Kremlin não confirma detenções de homossexuais na Chechénia

As informações na comunicação social a dar conta de prisões e casos de tortura de homossexuais na Chechénia, república russa do Cáucaso, de maioria muçulmana, "não se confirmam", disse hoje o Kremlin.

© Reuters
Mundo Polémica

"Essas informações não se confirmam", declarou hoje à comunicação social, de acordo com a agência France-Presse, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, um dia após um encontro entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e o governador checheno, Ramzan Kadyrov.

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"Infelizmente, ou felizmente, não há até ao momento qualquer confirmação concreta" de tais perseguições a homossexuais na Chechénia, disse Peskov, esclarecendo que as verificações sobre este tipo de questões são levadas a cabo pelas forças de segurança russas, assim como pela representante para os direitos humanos junto do Kremlin, Tatiana Moskalkova.

No final de março último, um inquérito publicado pelo jornal independente russo Novaia Gazeta revelou que os homossexuais se tornaram um alvo das autoridades da Chechénia, uma sociedade conservadora onde a homossexualidade, considerada um tabu, é um crime passível de morte na maioria das famílias.

De acordo com o jornal, as autoridades locais prenderam mais de cem homossexuais e incitaram as respetivas famílias a matá-los para "lavar a sua honra".

De acordo com a Novaia Gazeta, pelo menos duas pessoas foram assassinadas pelos seus familiares e uma terceira morreu em consequência de atos de tortura.

Alguns homossexuais que fugiram da Chechénia para Moscovo afirmaram à AFP que foram espancados e detidos numa "prisão não oficial" e vivem hoje com medo de serem identificados e capturados pelas respetivas famílias.

Foi aberto um inquérito pelo Ministério Público russo na passada segunda-feira, que fez saber não ter recebido "qualquer queixa oficial" de eventuais vítimas.

"Quem são estas pessoas? Onde vivem? Trata-se de queixas de fantasmas!", afirmou hoje Peskov.

Ramzan Kadyrov foi recebido por Putin na passada quarta-feira à noite e desmentiu as acusações relacionadas com perseguições da comunidade homossexual, considerando os artigos na comunicação social como "provocações".

O chefe de Estado russo não fez quaisquer comentários sobre o tema.

"As garantias dadas pelo dirigente checheno foram aprovadas pelo Presidente", disse o porta-voz do Kremlin.

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