A Venezuela saiu em peso à rua. Violência, detenções e mortes

Um país a ferro e fogo.

© Reuters
Mundo Conflito

Dezenas de milhar de venezuelanos saíram ontem às ruas de algumas das principais cidades do país para protestar contra o que dizem ser uma rutura constitucional, para pedir o fim da "ditadura" e a realização de eleições livres. O protesto foi, aliás, batizado, de 'mãe de todas as manifestações'.

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Os manifestantes protestaram ainda por duas recentes sentenças em que o Supremo Tribunal de Justiça concedeu poderes especiais ao chefe de Estado, limita a imunidade parlamentar e assume as funções do parlamento.

Ora, fontes não oficiais dão conta de que pelo menos duas pessoas morreram durante as manifestações opositoras de quarta-feira, uma no Estado de Táchira e outra na capital.

As mesmas fontes adiantam que a Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar) atacou os manifestantes com bombas de gás lacrimogéneo, quando marcharam pela auto-estrada Francisco Fajardo, no leste de Caracas.

Centenas de manifestantes foram detidos pelas autoridades.

Também um militar venezuelano foi morto a tiro, num protesto violento contra o Governo em San Antonio de los Altos, no estado de Miranda, perto de Caracas, informou o Defensor do Povo, Tarek William Saab.

Saab explicou que o segundo sargento da Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militarizada), Neomar San Clemente Barrios, foi morto por um atirador no município de Los Salias, localidade satélite da capital venezuelana.

Um coronel, Juan Carlos Arias, ficou ferido, indicou o Defensor do Povo, uma das instâncias do Poder Cidadão na Venezuela, que promove e defende os Direitos Humanos no país.

O deputado pró-governo Diosdado Cabello, um dos homens mais influentes do regime, referiu-se ao incidente durante o seu programa semanal na televisão estatal e responsabilizou o governador de Miranda e ex-candidato presidencial, Henrique Capriles.

No total, em quase três semanas de protestos contra o Governo, registaram-se pelo menos nove mortos, incluindo dois agentes de segurança, e quase mil detidos.

Recorde-se ainda, a este propósito, o artigo que o Notícias ao Minuto publicou recentemente sobre a comunidade portuguesa residente na Venezuela.

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