Nicolás Maduro convoca oposição venezuelana para um novo diálogo

O Presidente da Venezuela convocou hoje a oposição para um novo diálogo, um dia após milhares de venezuelanos se manifestarem nas principais cidades do país contra a violação da Cosntituição e a exigir eleições livres no país.

© Reuters
Mundo Conflito

"Jorge Rodríguez (autarca do município Libertador), Elías Jaua Milano (ministro da Educação) e Delcy Rodríguez (ministra de Relações Exteriores) são os meus três porta-vozes para o diálogo nacional", anunciou.

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Nicolás Maduro falava na Avenida Bolívar, de Caracas, perante milhares de simpatizantes que marcharam para assinalar os 207 anos de um movimento popular que deu início à independência da Venezuela e que se manifestavam igualmente em defesa da soberania do país e contra as alegadas intenções dos Estados Unidos de impulsionar um golpe de Estado contra o seu Governo.

"Dou-lhes todo o poder para convocar, nas próximas horas e dias, com elevação e com honra, todos os setores da oposição que queiram sentar-se a dialogar sobre o futuro do país e pela paz", frisou.

O Presidente da Venezuela disse ainda que está pronto para reunir-se e "ver-se cara a cara com os porta-vozes da oposição, para dizer-lhes quatro verdades, outra vez, e pedir-lhes, a nome de milhões de homens e mulheres da Venezuela, que retifiquem e que terminem com a violência e o golpismo".

Por outro lado, anunciou que foi detido um homem chamado "El Jefferson", acusado de pertencer a um grupo "terrorista golpista" que seria financiado pelo opositor venezuelano Richard Blanco.

"'El Jefferson' foi capturado com armas, explosivos e planos de violência. Está como Pavarotti (a 'cantar' informações), identificou a Richard Blanco como chefe e financiador. Estamos a desmantelar um golpe de Estado terrorista e violento", vincou.

Dezenas de milhar de venezuelanos saíram hoje às ruas de algumas das principais cidades do país para protestar contra o que dizem ser uma rutura constitucional, para pedir o fim da "ditadura" e a realização de eleições livres.

Os manifestantes protestam ainda por duas recentes sentenças em que o Supremo Tribunal de Justiça concedeu poderes especiais ao chefe de Estado, limita a imunidade parlamentar e assume as funções do parlamento.

Fontes não oficiais dão conta de que pelo menos duas pessoas morreram durante as manifestações opositoras de quarta-feira, uma no Estado de Táchira e outra na capital.

As mesmas fontes adiantam que a Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar) atacou os manifestantes com bombas de gás lacrimogéneo, quando marcharam pela auto-estrada Francisco Fajardo, no leste de Caracas.

Mais de uma centena de manifestantes foram detidos pelas autoridades.

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