Síria: Aliados asseguram apoio dos EUA para solução política

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, assegurou hoje aos seus aliados o apoio à solução política da ONU para o conflito na Síria, num último sinal sobre a manutenção da mesma abordagem pela nova administração da Casa Branca.

© Reuters
Mundo Rex Tillerson

Tillerson aproveitou a reunião do G20 na Alemanha para manter conversações bilaterais com os aliados onde foram revistos diversos cenários de crise da Coreia do Norte à Ucrânia, num contexto de grande incerteza face à estratégia da "América Primeiro" do Presidente Donald Trump.

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À margem deste encontro, o diplomata norte-americano reuniu-se com um grupo de países que apoiam a oposição síria para conversações sobre as perspetivas para o fim de um conflito que se prolonga há quase seis anos.

"Todos os participantes pretendem uma solução política porque uma solução militar isolada não conduzirá à paz na Síria", disse aos jornalistas em Bona o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Sigmar Gabriel, acrescentando que "Tillerson esteve muito envolvido nos debates".

O encontro dos designados países "compatíveis" -- cerca de 12 Estados árabes e europeus e ainda a Turquia -- foi o primeiro desde a tomada de posse de Donald Trump, em 20 de janeiro.

Fontes diplomáticas citadas pela agência France-Presse referiram que estavam a aguardar uma clarificação sobre eventuais alterações da política dos EUA sobre a Síria, em particular o futuro do Presidente Bashar al-Assad.

Uma nova ronda de conversações patrocinadas pelas Nações Unidas está prevista para quarta-feira em Genebra, envolvendo representantes do regime sírio e dos rebeldes.

Na semana passada decorram em Astana, capital do Cazaquistão, que reúnem o Governo de Al-Assad, os grupos opositores armados, os países garantes do cessar-fogo - Rússia, Turquia e Irão -, a Jordânia e a ONU.

A Rússia afirma que as conversações de Astana servem para apoiar as de Genebra, mas há do lado ocidental analistas que admitem que pretendam constituir-se como via alternativa, para a Rússia e a Turquia, e, com menos peso, o Irão, acordarem uma solução política mutuamente satisfatória.

No terreno, e de acordo com uma ONG, um grupo "jihadista" executou 41 combatentes do ex-ramo da Al-Qaeda e de fações aliadas durantes combates entre organizações rivais na província síria de Idleb.

Segundo o Observatório sírio dos direitos humanos (OSDH), o grupo "jihadista" Jund al-Aqsa executou na segunda-feira 41 dos seus adversários na localidade de Khan Cheikhoun, mas o incidente apenas foi hoje confirmado.

Desde há cinco dias que uma "guerra de influência" opõe os extremistas do Jund al-Aqsa à Fateh al-Cham e seus aliados na província de Idleb (noroeste), controlada por rebeldes e "jiadistas".

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