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Filipe Nyusi assina livro de condolências de Mário Soares em Maputo

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, assinou hoje em Maputo o livro de condolências pela morte do antigo chefe de Estado português Mário Soares, recordando o seu "grande contributo" na libertação das ex-colónias de Portugal.

Filipe Nyusi assina livro de condolências de Mário Soares em Maputo
Notícias ao Minuto

12:16 - 11/01/17 por Lusa

Mundo Moçambique

"Fica para os amantes da liberdade e da amizade entre os povos um legado através das suas obras exemplares", assinala a mensagem assinada por Filipe Nyusi, no livro de condolências, colocado ao lado de uma fotografia de Mário Soares, numa curta cerimónia na Embaixada de Portugal em Maputo

"Neste momento doloroso, não nos podíamos alhear desta perda irreparável", declara a mensagem do chefe de Estado moçambicano, dirigindo ainda palavras de pesar e de solidariedade à família do antigo Presidente português e ao "povo amigo" de Portugal.

Mário Soares morreu no sábado, aos 92 anos, no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, tendo o seu funeral sido realizado na terça-feira no Cemitério dos Prazeres, perante várias individualidades portuguesas e representantes estrangeiros, entre os quais os chefes de Estado de Espanha, Brasil, Cabo Verde e Guiné-Bissau, e os presidente do Parlamento Europeu e angolano.

Moçambique fez-se representar nas cerimónias fúnebres pela embaixadora em Lisboa.

A assinatura do livro de condolências é o segundo ato público de Filipe Nyusi sobre o desaparecimento de Mário Soares.

No sábado, o Presidente moçambicano disse ter recebido com "profunda mágoa e consternação" a notícia da morte de Mário Soares e que não é possível falar das relações entre os dois países sem referir a "imponente figura" do antigo estadista português.

"A sua partida deixa um vazio difícil de preencher, porque não há como falar de Portugal e Moçambique sem se referir à sua imponente figura na construção desta amizade, e deste entendimento que hoje perdura, irmanando os dois países", afirmou Filipe Nyusi, numa mensagem difundida no portal da Presidência moçambicana.

O chefe de Estado recordou Mário Soares como "um dos que se juntaram ao povo moçambicano no culminar da luta pela independência" e que, através do seu papel na descolonização, "permitiu a proclamação da independência total e completa de Moçambique".

Mário Soares morreu no sábado, no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, com 92 anos, após 26 dias de internamento.

Nascido a 07 de dezembro de 1924, em Lisboa, Mário Alberto Nobre Lopes Soares, advogado, combateu a ditadura do Estado Novo e foi fundador e primeiro líder do PS.

Após a revolução do 25 de Abril de 1974, regressou do exílio em França e foi ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro entre 1976 e 1978 e entre 1983 e 1985, tendo pedido a adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e assinado o respetivo tratado, em 1985.

Em 1986, ganhou as eleições presidenciais e foi Presidente da República durante dois mandatos, até 1996.

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