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Neste 'negro' ano, demasiadas estrelas partiram. Fica o seu grande legado

Um novo ano está a chegar e todos esperam que seja melhor que 2016. Fica deste ano a sensação de demasiadas perdas. De janeiro a dezembro, na política à música, passando pelo cinema, pintura, televisão e defesa de nobres causas, muitas foram as personalidades que partiram, tendo algumas deixado o país e o mundo em choque. O Notícias ao Minuto recorda, neste último dia do ano, essas estrelas que hoje brilham noutros palcos mas que por cá deixaram para sempre históricos legados.

Neste 'negro' ano, demasiadas estrelas partiram. Fica o seu grande legado
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Ana Lemos
31/12/2016 08:47 ‧ há 8 anos por Ana Lemos

Diz a sabedoria popular que anos bissextos são ‘negros’ e repletos de tragédias. A verdade é que 2016, que hoje completa os (malditos) 366 dias, é disso um bom exemplo. De acidentes com aviões, a atentados terroristas, aos chocantes naufrágios no Mediterrâneo, foram milhares as vidas perdidas no ano que hoje termina.

Se estas mortes foram, frequentemente, notícia em todo o mundo, muitas outras houve (algumas inesperadas) que não deixaram ninguém indiferente. O legado deixado em terra ficará para a história por em vida terem sido personalidades diferentes dos demais.

Logo no arranque de 2016, partiu o ‘camaleão do Rock’. David Bowie tinha 69 anos e tinha lançado há poucos dias o seu último álbum ‘Blackstar’. No mesmo mês, o país chorou a morte do histórico socialista Almeida Santos e do ator José Boavida, com apenas 51 anos.

O que não se esperava era que os meses que a janeiro se seguiram fossem tão 'cinzentos'. Depois da partida do escritor italiano Umberto Eco, o adeus do ator, produtor e realizador Nicolau Breyner ‘apanhou’ todos de surpresa. Mas as tristes notícias de fevereiro não se ficaram por aqui. A antiga glória do Barça, Johan Cruyff, morreu dias depois.

Quando entrámos em abril, o 'cenário' não melhorou. Ainda o mundo da música tentava reerguer-se da partida de Bowie e outro músico de peso internacional morria inesperadamente: ‘o príncipe’ Prince. Antes já o teatro português tinha perdido o ator Francisco Nicholson.

Chegados a junho, já sem o árbitro Paulo Paraty, o icónico jornalista Morley Safer, o artista plástico Querubim Lapa, entre outros, surge a notícia da partida de Muhammad Ali e, poucos dias depois, do sociólogo Paquete de Oliveira e do ator e realizador Bud Spencer.

Em julho, o país mergulhou em mais perdas. Morreu o ator Camilo de Oliveira, a antiga glória do futebol, Artur Correia, e o ‘senhor do atletismo’ Moniz Pereira. Já agosto ficou marcado pelas partidas de Margarida de Sousa Uva (mulher de Durão Barroso), da ‘menina da rádio’ Maria Eugénia, e de uma série de outros tantos atores nacionais e internacionais.

No mês seguinte partiu o antigo presidente da Assembleia da República, Barbosa de Melo, o escultor José Rodrigues e no mesmo dia o artista plástico Mário Silva. A eles seguiram-se o bastonário Domingues Azevedo, a atriz transgénero Alexis Arquette, e o antigo presidente de Israel e Nobel da Paz, Shimon Peres.

O ‘velho capitão’ Mário Wilson morreu no arranque de outubro, deixando o país, o futebol e, em particular, o Benfica de luto. Além fronteiras, chegava da Tailândia a morte do seu rei, o monarca há mais tempo no poder. Foi também neste mês que partiram José Lello (antigo ministro), Jaime Fernandes (provedor do telespectador), e o neurocirurgião João Lobo Antunes.

E em novembro, novo choque no mundo da música com a partida do visionário Leonard Cohen, no mesmo mês em que morreu o comandante Fidel Castro, o conselheiro de Estado Alfredo Bruto da Costa e o ator Carlos Santos.

Mas este ano 'negro' não tinha ainda acertado todas as contas. Dezembro chegou e depressa começou a acrescentar mais nomes à já longa lista de perdas. Depois da morte dos atores Manuel Bola, Alan Thicke, e Zsa Zsa Gabor, seria mesmo o ‘Last Christmas’ do músico George Michael, cujas causas da morte ainda estão por apurar. E estava ainda o mundo das artes a tentar recompor-se desta perda quando a Princesa Leia, Carrie Fisher, partiu. A mãe, também atriz, Debbie Reynolds não resistiu ao desgosto e dois dias depois rumou para junto da filha.

Estas e muitas outras perdas irreparáveis aconteceram num só ano, o de 2016, que muitos anseiam, por isso, que termine depressa. Foram demasiadas e grandes as perdas que ficarão para a história deste malfadado ano. Que 2017 não seja tão cinzento...é o desejo de todos.

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