Tribunal autoriza mulher com anorexia a 'morrer de fome'

Jovem com menos de 30 quilos não quer ser submetida a alimentação forçada e o tribunal deu-lhe razão.

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Mundo EUA

Uma mulher de 29 anos com anorexia grave foi autorizada pelo tribunal nos estados Unidos a ‘morrer de fome’, se assim o desejar.

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Isto porque, segundo o Wall Street Journal, esta pediu para não receber alimentação forçada, apenas cuidados paliativos no hospital psiquiátrico onde se encontra internada em Morristown, Nova Jersey.

O argumento da jovem, apenas identificada pelas iniciais A.G., prevaleceu apesar se questões sobre se a saúde mental da paciente não lhe permite recusar tratamento.

O advogado de defesa de A.G., alega que a desnutrição a longo prazo deixou a densidade óssea da sua cliente semelhante à de um idoso de 92 anos, pelo que esta corria o risco de sofrer uma lesão caso tentasse resistir à alimentação forçada, coisa que ela prometeu fazer.

Além disso, os médicos encarregues do seu caso classificam o seu estado como “anorexia nervosa terminal” e afirmam que a paciente provavelmente nunca recuperaria, pelo que alimentá-la à força seria “desumano”.

O juiz considerou o depoimento de A.G. como “voluntário, firme e credível” e baseou a sua decisão final no apoio que a paciente tem por parte da família, médicos, psiquiatras e até mesmo de um comité de ética.

A jovem pesa menos de 30 quilos e recusa-se a consumir comida ou água. Está desde 2014 a receber tratamento para transtornos alimentares, depressão e abuso de substâncias.

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