China propõe a desempregados em cidades que se mudem para zonas rurais

O Conselho de Estado (Executivo) chinês propôs que os desempregados das cidades se mudem para as zonas rurais para ganharem a vida, escreve hoje o diário South China Morning Post publicado em Hong Kong.

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As autoridades das áreas rurais receberam ordens para financiar, treinar e oferecer apoio tecnológico a esses possíveis migrantes, cujos trabalhos abarcariam o cultivo dos campos, produção de alimentos e o turismo rural.

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Esta medida centra-se naqueles que não conseguiram bons postos de trabalho nas grandes cidades ou não conseguem adaptar-se ao estilo de vida urbano, segundo as diretrizes pulicadas na terça-feira passada pelo Conselho de Estado.

Entre estas pessoas encontram-se os migrantes do campo para a cidade que perderam os seus trabalhos com o encerramento de fábricas, licenciados que não conseguiram entrar no mercado de trabalho ou veteranos do exército que não conseguem fixar-se num ambiente urbano, segundo o diário.

Estes grupos sociais são protagonistas de protestos derivados da situação económica do país, que vive um momento de desaceleração.

Segundo as estatísticas oficiais, o desemprego nas zonas urbanas da China mantém-se em cerca de 4%.

Um professor do Instituto Chinês de Relações Industriais, Wang Jiangsong, explicou que estas diretrizes provavelmente "ficarão no papel e não serão levadas a cabo na vida real".

Na época da Revolução Cultural, entre 1966 e 1976, sob a liderança de Mao Zedong, até 17 milhões de jovens das cidades foram enviados para áreas rurais para "aprender com os camponeses".

No entanto, a dinâmica migratória nas últimas décadas é substancialmente unidirecional e o número de chineses a viver nas cidades atingiu no ano passado 56%.

 

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