Marrocos denuncia manobras para impedir regresso à União Africana

Marrocos denunciou hoje "novas manobras" do presidente da Comissão da União Africana para "obstruir" o regresso do país à organização.

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Numa declaração particularmente forte, o Ministério das Relações Externas acusou a sul-africana Nkosazana Dlamini-Zuma de "tentar contrariar a decisão de Marrocos de recuperar o seu legítimo e natural lugar" no seio da União Africana.

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Em meados de julho, o rei Mohammed VI manifestou o desejo de Marrocos voltar a integrar a organização, que deixou em 1984, em protesto contra a admissão da República Árabe Saaraui Democrática, da Frente Polisário.

Nkosazana Dlamini-Zuma "atrasou injustificadamente, o pedido de Marrocos aos membros da União Africana", em setembro, acusa o Governo marroquino na declaração.

A presidente da Comissão da União Africana "continua a sua obstrução, improvisando um novo requisito processual, sem precedentes, sem fundamento (...) em que arbitrariamente rejeita cartas de apoio de Estados-membros" da organização, refere.

O regresso de Marrocos à União Africana deve ser aprovado pela maioria de dois terços dos Estados-membros da organização (36 países).

Desde há alguns meses, Marrocos tem desenvolvido uma vasta ofensiva diplomática para obter o apoio necessário para a sua reintegração.

"Marrocos tem a documentação de suporte e apoio à adesão plena da grande maioria dos Estados-membros e é muito superior à exigida pelo Ato Constitutivo da União Africana", acrescenta.

 

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