Combustível é a grande incógnita no acidente com o Chapecoense

As caixas negras vão ser enviadas para Inglaterra onde serão abertas e analisadas. Por se tratarem de modelos antigos, os peritos ingleses são os mais apropriados para levar a cabo o trabalho de análise que irá desvendar o que esteve na origem do acidente.

© Getty Images
Mundo Tragédia

Para já a única certeza que existe é que 71 pessoas morreram na sequência da queda do avião que fazia a ligação entre Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e Medellín, na Colômbia. Sobreviventes há apenas seis: três jogadores de futebol do clube Chapecoense, um jornalista e dois tripulantes da companhia aérea boliviana Lamia.

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As caixas negras vão agora ser analisadas e enquanto não há resultados vão surgindo diversas teorias sobre o que terá estado na origem da tragédia.

Um copiloto que estava de serviço na Colômbia terá ouvido pelo rádio a conversa entre o piloto do voo 2933 da Lamia Airlines e a torre de controlo. De acordo com o noticiado pelo canal de televisão colombiano Caracol, Juan Upegui garantiu que ouviu o colega avisar a torre que estava com problemas.

Solicitamos prioridade. Temos problemas com o combustível”. Terão sido estas as palavras de um dos pilotos do avião que acabou por se despenhar.

Ao testemunho de Juan Upegui somam-se os dados disponibilizados pelo site especializado Flight Radar 24 que refere que o avião desapareceu do radar quando voava a uma velocidade de 263 quilómetros por hora, o que é normal quando um aparelho se prepara para se aproximar da pista de aterragem.

Mais. O mesmo sistema de monitorização de voos mostra que o avião voou em círculos, o que também é um procedimento normal que antecede uma aterragem, contudo, a revista Época, do grupo brasileiro Globo, explica que pode ser um sinal de que o piloto esperava autorização para aterrar. Esta teoria vem ao encontro do noticiado de que outro avião havia tido problemas técnicos, tendo aterrado antes do aparelho que transportava a equipa do Chapecoense. Estaria o piloto à espera que a pista fosse libertada? Só as caixas negras o poderão dizer.

A revista Época garante ainda que é falso que o piloto tenha despejado combustível antes de embater no topo da montanha de Cerro Gordo, nas imediações do aeroporto de Medellín, pois aquele tipo de aparelho não tem capacidade técnica para isso.

Estas são, para já, as grandes teorias e dúvidas que este acidente está a desencadear e que só serão esclarecidas com a análise das caixas negras que foram recolhidas ontem em bom estado.

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