Um dia após a tragédia choram-se os 71 mortos e pedem-se respostas

Mais uma tragédia a envolver a queda de um avião que deixa o mundo de luto.

© Reuters
Mundo Acidente de avião

O Brasil acordou ontem em choque. O avião da companhia aérea boliviana LaMia, que tinha saído de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, com destino a Medellín, na Colômbia, havia-se despenhado com 77 pessoas a bordo perto do aeroporto colombiano de Rionegro.

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Destas, apenas seis sobreviveram. As restante 71 pessoas, onde se incluem 44 jogadores e membros da equipa técnica do Chapecoense, 21 jornalistas e seis membros da tripulação perderam a vida.

Estes são os números finais oficiais. Isto porque ao longo do dia de ontem gerou-se alguma confusão quanto ao número de pessoas que seguiam a bordo do aparelho.

As primeiras informações davam conta que seriam 81 os passageiros, mas só mais tarde se percebeu que quatro não chegaram a embarcar. Um dos sortudos foi Matheus Saroli, o filho do técnico Caio Júnior, que, por se ter esquecido do passaporte, não pôde embarcar juntamente com o pai.

Aquela era uma viagem histórica para a equipa do Chapecoense. Pela primeira vez ia disputar o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana, frente ao Atlético Nacional, feito nunca antes alcançado. Agora, a equipa colombiana quer que o troféu seja entregue ao clube, como tributo às vítimas.

As homenagens já começam a surgir, tanto no continente sul-americano, como no europeu. Minutos de silêncio e mensagens de pesar são a forma como o mais desconhecido cidadão ou o mais importante dirigente desportivo encontra para expressar a sua solidariedade para com os familiares das vítimas.

Entre os sobreviventes contam-se três jogadores da equipa do Chapecoense. Alan Ruschel já foi submetido a uma intervenção cirúrgica e corre o risco de ficar paraplégico. Jackson Follmann também passou pelo bloco operatório, mas os médicos não conseguiram evitar a amputação de uma das pernas. Por fim, Hélio Zampier Neto, o último sobrevivente a ser retirado dos destroços do avião, encontra-se em estado muito grave.

O diretor da clínica para onde foram transportados os sobreviventes, a Clínica San Juan de Dios, localizada em La Ceja, na Colômbia, disse à imprensa local que o defesa brasileiro foi sujeito a uma intervenção cirúrgica complicada com as intervenções de médicos das especialidades de neurologia, otorrinolaringologia, ortopedia e cirurgia geral.

O único jornalista sobrevivente, Rafael Henzel, corre risco de vida, devido a complicações pulmonares que o levarão, pelo menos uma segunda vez, ao bloco operatório.

As buscas terminaram ontem ao final do dia depois de resgatados todos os sobreviventes, encontrados os cadáveres das vítimas mortais e as duas caixas negras que poderão agora ajudar a compreender o que esteve na origem do acidente.

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