Manifestações nos EUA para exigir aumento do salário mínimo

Vários milhares de pessoas manifestaram-se hoje em diversas cidades nos Estados Unidos para exigir um aumento do salário mínimo, para 15 dólares (14,1 euros) à hora, e mais direitos sindicais.

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Mundo Protestos

Esta jornada de protesto surge em pleno debate da precariedade do mercado de trabalho norte-americano, apesar da recuperação da economia do país.

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Mais de 500 pessoas -- trabalhadores do setor da restauração, subcontratados de aeroportos ou motoristas de táxis -- participaram em Nova Iorque numa concentração do movimento "Fightfor15" (luta por 15 dólares) em frente a um restaurante de uma grande cadeia de 'fast food' perto da zona financeira de Wall Street.

Os manifestantes bloquearam por breves momentos a zona da Broadway (conhecida pelos vários teatros) antes de serem expulsos pela polícia, que identificou cerca de 20 pessoas.

Outras manifestações ocorreram em cidades como Chicago, Los Angeles ou Florida que conseguiram juntar trabalhadores de vários setores, como saúde, ajuda domiciliária ou aeroportos, que responderam ao apelo dos sindicatos.

Apesar da participação de funcionários de vários aeroportos norte-americanos nesta jornada de protesto, o tráfego aéreo não deve sofrer perturbações, segundo vários 'media' norte-americanos.

O movimento para o aumento do salário mínimo e da defesa dos direitos sindicais teve origem em 2012 no setor da restauração, mas rapidamente teve repercussões em outras áreas.

Recentemente, o movimento conseguiu a aprovação de uma lei que prevê que o salário mínimo seja aumentado de forma gradual em alguns setores de atividade e em alguns estados, incluindo em Nova Iorque.

Uma lei recente assinada pelo governador democrata Andrew Cuomo prevê que todos os trabalhadores da cidade de Nova Iorque tenham uma remuneração mínima de 15 dólares por hora até finais de 2019.

O salário mínimo federal por hora situa-se nos 7,25 dólares (6,82 euros) desde 2009. Mas em muitas áreas de atividades, como a restauração, os valores aplicados são mais baixos.

Durante a recente campanha eleitoral das presidenciais norte-americanas, o enriquecimento de uma pequena fração da população em detrimento de uma classe trabalhadora com mais precariedade e insegurança laboral foi um dos temas em foco.

Tanto o republicano e Presidente eleito Donald Trump, como a rival democrata Hillary Clinton defenderam um aumento do salário mínimo.

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