Eutanásia: Alcoólico decide morrer por não conseguir viver com o vício

Irmão de Mark recorda a decisão do irmão e os últimos minutos de vida de um homem que decidiu o dia da sua morte.

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Mundo Medicina

Um homem de 41 anos decidiu recorrer à morte assistida para pôr termo a uma vida de sofrimento provocado pelo vício do álcool. O caso aconteceu em julho, na Holanda, e chega agora à imprensa internacional.

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As particularidades da eutanásia já geraram acesas discussões, não só em Portugal como noutros países da Europa e do mundo. E é precisamente isso que dá ênfase a casos como o que hoje lhe contamos.

Mark Langedijk era alcoólico há oito anos. Durante esse período, foi submetido a 21 hospitalizações e internamentos com vista à reabilitação, mas acabou sempre por ceder à tentação.

Foi após oito anos que definia como “um cocktail de dor, bebida, solidão e tristeza” que tomou a derradeira decisão: preferia morrer a continuar a viver com o vício.

Ao Daily Mail, o irmão conta que os pais sempre tiveram esperança e fizeram os possíveis para o salvar. “Adotaram os seus dois filhos, deram-lhe alojamento quando o seu casamento acabou, dinheiro, amor incondicional e a possibilidade de reabilitação”.

Mas foi Mark quem escolheu o seu próprio caminho. Escolheu o dia em que iria morrer e, momentos antes da intervenção, brincou, bebeu cerveja, comeu sanduíches de queijo e presunto. Em suma, aproveitou como pôde os últimos minutos de vida.

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