Suspeito-chave dos atentados de Paris, Salah Abdeslam, continua sem falar

O único membro ainda vivo dos comandos jihadistas responsáveis pelos atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris, Salah Abdeslam, convocado hoje perante um juiz antiterrorista, "recusou responder às perguntas", informou fonte judiciária.

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Mundo Jihadista

Várias vezes interrogado desde que foi transferido da Bélgica para França no final de abril, o suspeito chave dos atentados que causaram 130 mortos em Paris e em Saint-Denis (subúrbio a norte) sempre se recusou a falar.

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Hoje, Abdeslam também não pediu um novo advogado.

Em meados de outubro, os seus advogados renunciaram à defesa com "a convicção de que não falará". Segundo eles, as condições de detenção do seu antigo cliente, em isolamento e sob vídeo vigilância 24/24 horas, explicam o seu silêncio face aos juízes.

Não se sabe com clareza qual foi o papel nos atentados de Salah Abdeslam, 27 anos, mas ele é acusado de ter acompanhado os três suicidas que se fizeram explodir junto ao Estádio de França, a norte de Paris.

Próximo do belga Abdelhamid Abaaoud, presumível organizador dos ataques, também desempenhou um papel logístico, alugando veículos e esconderijos na região parisiense.

Terá ainda acompanhado através da Europa 10 'jihadistas' vindos das zonas de combate no Iraque e na Síria e na maioria suspeitos de estarem envolvidos nos ataques de Paris e de Bruxelas, a 22 de março, segundo uma nota dos serviços de informação húngaros e elementos do inquérito dos juízes franceses.

Salah Abdeslam foi detido a 18 de março no bairro de Molenbeek em Bruxelas, após quatro meses em fuga.

 

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