Presidente chinês assina livro de condolências pela morte de Fidel Castro

O Presidente da China, Xi Jinping, esteve hoje na embaixada de Cuba em Pequim, onde assinou o livro de condolências pela morte do histórico líder cubano Fidel Castro, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

© Reuters
Mundo Óbito

Xi descreveu Castro como "brilhante líder do povo cubano" e "grande amigo do povo chinês".

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"O camarada Fidel Castro é o arquiteto do socialismo cubano, que deixou uma profunda marca na luta pela libertação nacional de Cuba", escreveu Xi.

A deslocação de líderes chineses a representações diplomáticas em Pequim, para este tipo de homenagem, é rara.

Apenas a morte do ex-líder norte-coreano Kim Jong-il, em 2011, mereceu tal distinção, com o então Presidente chinês Hu Jintao a visitar a embaixada da Coreia do Norte.

Xi afirmou que a sua visita serviu para "mostrar que o povo da China apoia Cuba", revelando estar confiante de que "sob a liderança do Presidente Raúl Castro, o Partido Comunista de Cuba e o povo cubano alcançarão novos feitos pela causa nacional".

O vice-Presidente chinês, Li Yuanchao, representará a China, como "enviado especial" de Xi, nas cerimónias fúnebres marcadas para o próximo domingo, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

Sob a presidência de Xi Jinping, Pequim manteve contactos frequentes com os líderes cubanos e, em setembro passado, o primeiro-ministro Li Keqiang visitou Havana.

Apesar da afinidade ideológica entre ambos os regimes, as relações bilaterais atravessaram um período de tensão entre os anos 1960 e 1980, devido à proximidade de Havana a Moscovo, com quem Pequim manteve uma forte rivalidade.

Castro chegou a criticar abertamente Mao Zedong, o fundador da China comunista, afirmando que este "destruiu com os pés o que fez com a cabeça".

Cuba foi, no entanto, o primeiro país da América Latina a estabelecer relações diplomática com a China, que é atualmente o principal credor e segundo maior parceiro comercial do país.

 

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