General americano diz que líderes do ISIS estão a fugir de Mosul

Um general norte-americano revelou hoje que líderes do grupo terrorista Estado Islâmico estão a fugir de Mossul, à medida que forças iraquianas, apoiadas por uma coligação internacional, se aproximam do reduto jihadista e segunda cidade iraquiana.

© Reuters
Mundo Estado Islâmico

Gary Volesky, que comanda o braço terrestre da coligação liderada pelos Estados Unidos para derrotar o Estado Islâmico (EI), considerou ainda que os combatentes estrangeiros do grupo vão formar a maior parte do contingente das forças jihadistas a permanecer na cidade, uma vez que não têm sítio para onde ir.

PUB

As estimativas apontam para 3.500 a 5.000 combatentes do EI entrincheirados em Mossul. Do outro lado estão dezenas de milhares de militares iraquianos, concentrados para capturar a segunda cidade iraquiana numa ofensiva que arrancou na segunda-feira.

"Estamos a dizer ao EI que os seus líderes estão a abandoná-los. Estamos a ver movimento a sair de Mossul", disse o general Volesky numa teleconferência a partir de Bagdad.

O general escusou-se a dizer quantos líderes do EI se puseram em fuga, quando o fizeram ou para onde se dirigem, mas adiantou que estes elementos estão a sofrer ataques aéreos à medida que fogem.

"Para onde vão? Deixo aos apontadores (de mísseis a tarefa de) tratarem disso", disse Volesky.

O mesmo responsável acrescentou que as forças iraquianas vão vistoriar todas as pessoas que saiam de Mossul, pelo que vão sair frustradas eventuais tentativas de combatentes estrangeiros de se misturarem com civis ou deslocados.

"É difícil para eles passarem despercebidos entre a população local devido aos diferentes tipos de combatentes estrangeiros que há em Mossul", salientou Volesky.

O general também realçou que o comando espera que sejam estes combatentes, os estrangeiros, "a ficar e a lutar".

Iniciada na segunda-feira, a - há muito esperada - ofensiva sobre Mossul tem vindo a fazer progressos, mas o próprio presidente norte-americano, Barack Obama, juntou-se ao grupo de céticos que ressalvam que a batalha será dura.

Responsáveis militares estimam que a tomada de Mossul - naquela que será a maior operação militar iraquiana nos últimos anos - poderá levar semanas ou meses, e alertaram que as centenas de milhares de civis ainda na cidade poderão vir a ser usados como escudos humanos.

"Mas que não fiquem dúvidas, as forças de segurança do Iraque têm a iniciativa e sabem disso. Estão tão motivados para chegar a Mossul como nós estamos para os fazer chegar lá", concluiu Volesky.

 

COMENTÁRIOS REGRAS DE CONDUTA DOS COMENTÁRIOS