Polícia investiga possível disparo à sede da petrolífera Sonangol

A Polícia Nacional de Angola está a investigar a suspeita de uma janela do edifício-sede da petrolífera angolana Sonangol, em Luanda, ter sido alvejada com um projétil de arma de fogo.

© Reuters
Mundo Luanda

A informação foi confirmada hoje à Lusa por fonte do comando provincial de Luanda da Polícia Nacional, depois de detetado um buraco numa janela, que se presume ter sido provocado por uma bala, no 16.º andar do edifício da petrolífera estatal, que é liderada por Isabel dos Santos.

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"Confirma-se que há lá um buraco e presume-se que seja de um projétil de uma arma de fogo. Pensamos que tenha acontecido no domingo, os técnicos do laboratório [da polícia] começaram a trabalhar no sentido de determinar uma eventual trajetória do disparo", confirmou à Lusa a mesma fonte.

Segundo a polícia, o incidente não provocou qualquer ferido porque na altura do alegado disparo não se encontrava ninguém naquela área do edifício, na baixa de Luanda, que é também uma zona em que "mesmo nos dias normais de funcionamento não terá qualquer movimento".

"Presume-se que tenha sido um projétil disparado de fora para dentro, mas não se apanhou qualquer invólucro no interior", disse ainda a fonte.

A Polícia Nacional remete mais informações sobre este caso para uma fase posterior da investigação.

A Sonangol é a empresa pública concessionária do setor petrolífero em Angola e desde junho que é liderada por Isabel dos Santos, presidente do conselho de administração e administradora não executiva, nomeada para o cargo pelo chefe de Estado e do Governo, José Eduardo dos Santos.

Um disparo intencional ou uma bala perdida são possíveis explicações, em aberto, para este caso.

 

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