Quis ir ter com jihadista por quem se apaixonou. Agora arrisca prisão

Varvara Karaulov foi detida em maio de 2015 na fronteira entre a Turquia e a Síria. Ela alega amor, autoridades suspeitam de recrutamento islâmico.

© Huffington Post/Pavel Karaulov
Mundo Varvara Karaulova

Há cerca de um ano, dávamos-lhe conta da aflição do pai de Varvara Karaulova, uma jovem russa de 19 anos que tinha desaparecido de casa para ir ao encontro de um jihadista por quem se tinha apaixonado através da internet. O pai temia que a rapariga estivesse prestes a aliar-se ao Estado Islâmico. Poucos dias depois, foi detida na fronteira entre a Turquia e a Síria.

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Desde então que a estudante de Filosofia está sob a alçada das autoridades, que não acreditam na sua versão da história. De acordo com a agência France Press, ela alega amor, mas os serviços secretos do Kremlin defendem que foi recrutada pelo “noivo”, Airat Samatov, um jihadista que a preparou para executar qualquer tarefa ordenada pela organização terrorista.

Varvara, contudo, nega as suspeitas: “Eu não me juntei a [organização] nenhuma, não sou terrorista e definitivamente nunca quis tornar-me uma”, disse a estudante no início do seu julgamento, a 5 de outubro.

A agência noticiosa adianta ainda que não devem faltar mais do que duas semanas para que este processo chegue ao fim. Isto porque o contínuo silêncio ou as frases pouco claras proferidas por Varvara têm dificultado o inquérito. Desde que chegou a tribunal, a jovem russa tem assistido às sessões numa espécie de caixa de vidro (como é habitual no país), tomando notas e consultando o Código Penal enquanto se recusa a responder a qualquer pergunta que questione a sua orientação religiosa.

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