Pena de morte suspensa para chinês que tinha 28,5 milhões em casa

Um ex-alto funcionário chinês, que tinha em casa tantos milhões de yuan que as máquinas de contar notas alegadamente avariaram quando as autoridades estimavam o valor, foi condenado a pena de morte suspensa.

© Getty Images
Mundo Pequim

Wei Pengyuan, antigo vice-diretor de um departamento da Administração Nacional de Energia, foi condenado por ter aceitado subornos no valor de mais de 211,7 milhões de yuan (28,5 milhões de euros), noticiou a imprensa oficial, que cita um tribunal da província de Hebei.

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Aquele serviço é tutelado pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, o principal organismo de planeamento económico da China e um dos mais atingidos pela campanha anticorrupção em curso no país.

Quando Wei foi colocado sob investigação, em 2014, as autoridades encontraram mais de 200 milhões de yuan em notas em sua casa, disseram os jornais na altura.

A polícia teve de usar 16 máquinas de contar notas para estimar o valor, com quatro a avariarem durante a contagem.

A nota de maior valor em circulação na China é a de 100 yuan, o que implica que Wei tivesse acumulado pelo menos dois milhões de notas.

Wei foi condenado à pena capital com suspensão de dois anos, uma punição que por norma comuta em prisão perpétua.

Após ascender ao poder, em 2012, o Presidente chinês, Xi Jinping, adotou o combate à corrupção como uma das suas prioridades.

O combate à corrupção é encarado pela atual liderança chinesa como uma "luta de vida ou de morte" para restaurar a credibilidade do Partido Comunista e assegurar a sua permanência no poder.

 

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