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Camiões com cimento angolano bloqueados na RDCongo

A suspensão de importação de cimento por três meses, decidida pelo Governo da República Democrática do Congo (RDCongo), está a afetar a indústria angolana, com 89 camiões parados na fronteira sem autorização para continuar viagem no país.

Camiões com cimento angolano bloqueados na RDCongo

O relato, com dados até domingo, é feito pela imprensa congolesa, que cita um responsável local da Federação de Empresas do Congo, Michel Samba, para dar conta que os 89 pesados, carregados com sacos de cimento, aguardam há uma semana no posto transfronteiriço do Lufu (RDCongo) para seguir viagem.

De acordo com a informação transmitida por Michel Samba, a suspensão da importação foi decidida no início de julho pelo Ministério da Economia da RDCongo e afeta ainda o varão de ferro para betão e o açúcar, sendo a medida justificada com a necessidade de travar a importação fraudulenta destes produtos, por "ameaçar" a indústria nacional congolesa.

Contudo, Michel Samba refere que a suspensão à importação de cimento foi decretada já depois de adquiridas estas quantidades de cimento em Angola, sendo por isso necessário uma moratória por parte do Governo congolês para desbloquear a situação, que pode vir a afetar a indústria angolana.

Também o Governo angolano decidiu manter a proibição de importação de cimento em 2016, alegando que a capacidade instalada no país ultrapassa largamente as necessidades internas, mas três províncias fronteiriças continuarão a ser exceção a esta regra.

Segundo um decreto executivo conjunto, de 26 de janeiro, que a Lusa noticiou na altura, apenas as províncias de Cabinda, Cunene e Cuando Cubango, a título excecional e obrigando a pedidos devidamente fundamentados, mantém este ano uma quota de importação individual de 150 mil toneladas.

O mesmo decreto justificava a decisão com o investimento feito pelo setor nos últimos anos.

Assim, segundo o decreto - que aperta as restrições às importações deste produto -, a capacidade instalada em Angola ronda os oito milhões de toneladas, para um consumo de 5.022.000 de toneladas em 2014, "acrescido do facto de, ao longo do ano de 2015, se terem constado indícios crescentes do nível de exportação do cimento, sem colocar em causa as necessidades internas".

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