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Poder chinês pode levar a desrespeito dos países vizinhos

O crescente poder da China está a levar o país a agir em desrespeito dos seus vizinhos, conclui um estudo financiado pelo governo japonês esta sexta-feira divulgado.

Poder chinês pode levar a desrespeito dos países vizinhos
Notícias ao Minuto

05:30 - 29/03/13 por Lusa

Mundo Estudo

"A China, contra o pano de fundo do seu crescente poder nacional e melhoria no seu poder militar, está cada vez mais a tomar acções que podem causar atritos com os países vizinhos, sem medo", refere o estudo ‘East Asian Strategic Review’, citado pela AFP.

O estudo, publicado hoje pelo Instituto de Defesa Nacional (National Institute for Defence Studies), é financiado anualmente pelo Ministério da Defesa do Japão e influencia a política de defesa do país.

As tensões entre Pequim e Tóquio aumentaram desde que, em Setembro do ano passado, o Japão nacionalizou algumas ilhas sob a sua administração no Mar da China Oriental.

As ilhas Senkaku, que Pequim denomina Diaoyu, são inabitadas mas consideradas estrategicamente importantes por serem ricas em recursos naturais, e voltaram a estar no centro das atenções nos últimos sete meses.

Mas o estudo agora divulgado destaca que a China já estava a preparar aumentar o tom das reivindicações territoriais antes da medida de nacionalização do governo japonês.

Em Janeiro do ano passado, Pequim classificou o arquipélago como "de interesse fundamental", posicionando o território ao lado de outros como o Tibete e Taiwan, de que o governo chinês nunca iria abrir mão, refere o estudo.

Não é apenas a relação da China com o Japão que se tornou complicada, observa o relatório, ao referir que a parceria estratégia entre Pequim e a Moscovo também pode ser afectada pelo aumento de poder da China.

Apesar de Xi Jinping ter escolhido A Rússia para primeira visita oficial ao estrangeiro depois de assumir as funções de Presidente da China, "a parceria estratégica russo-chinesa é mais complexa do que o que parece", indica.

"Uma relação equitativa será dificilmente mantida com o PIB da China a ser quatro vezes mais do que o da Rússia", acrescenta, dizendo que o desequilíbrio estava a levar Moscovo a reforçar as relações frágeis com o Japão.

Por outro lado refere que "em reuniões bilaterais recentes e em conferências ministeriais entre a Rússia e o Japão, Moscovo tem persistentemente requerido que Tóquio coopere em matéria de segurança, principalmente de segurança marítima".

"O reconhecimento de que as actividades marítimas da China em alto mar vão expandir-se em direcção ao norte, no futuro próximo, é um factor motivador para a Rússia buscar a cooperação com o Japão e os Estados Unidos", adianta.

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