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  • 26 JANEIRO 2022
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Poluição aumenta na região oeste da China

Os níveis de poluição atmosférica na região oeste da China subiram nos primeiros três meses do ano, enquanto a maioria das cidades do país ficaram aquém dos padrões nacionais, segundo um relatório hoje divulgado pela Greenpeace.

Poluição aumenta na região oeste da China

O uso de carvão como fonte de energia é generalizado e emissões da indústria pesada cobrem regularmente as cidades chinesas num espesso manto de poluição.

Segundo a organização ambientalista Greenpeace, as políticas adotadas por Pequim conseguiram efetivamente alocar parte da poluição das cidades costeiras para outras áreas do país.

Pequim "decretou várias normas para limitar a poluição no leste do país que tiveram o efeito indesejável de aumentar o investimento das indústrias mais poluentes nas áreas do centro e oeste, que não estão sujeitas ao mesmo controlo", lê-se no relatório.

As cinco cidades com mais elevados níveis de concentração de partículas PM2.5 - as mais finas e suscetíveis de se infiltrarem nos pulmões - por metro cúbico, estão todas na Região Autónoma de Xinjiang, no extremo oeste do país.

Com uma área quase 18 vezes superior à de Portugal, Xinjiang é palco de frequentes conflitos étnicos entre chineses da minoria étnica muçulmana Uigur e a maioria Han.

A cidade mais poluída foi Kashgar, com uma média de 276,1 microgramas por metro cúbico, entre janeiro e março, num acréscimo de 99% face ao mesmo período do ano passado.

É um valor 27 vezes superior à média anual máxima recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) - 25 microgramas por metro cúbico.

Em Hotan, outra cidade da região de Xinjiang, o nível médio de concentração de partículas PM2.5 disparou 49%, em termos homólogos.

Já em Pequim os níveis recuaram 27%, para 67,7 microgramas por metro cúbico, enquanto em Xangai, "capital" económica do país, caíram 12% para 60 microgramas.

No ano passado, 75% das novas licenças para centrais de produção elétrica a carvão na China foram concedidas nas regiões centro e oeste do país, de acordo com dados do ministério de Proteção Ambiental.

A poluição está associada a centenas de milhares de mortes prematuras na China e tornou-se nos últimos anos fonte de descontentamento popular, junto com a corrupção e desigualdade.

Entre as 362 cidades testadas pela Greenpeace, o nível médio de concentração de partículas PM2.5 fixou-se nos 60,7 microgramas por metro cúbico e 310 cidades excederam o padrão de qualidade nacional, fixado em 35 microgramas por metro cúbico.

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