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Chefe da missão internacional diz que visita à Guiné foi "extremamente importante"

O chefe da missão conjunta da comunidade internacional que esteve de visita à Guiné-Bissau, Ghassim Wane, afirmou que ter sido "extremamente importante" os contactos com as autoridades de transição e outros actores da vida guineense.

Chefe da missão internacional diz que visita à Guiné foi "extremamente importante"

Director do departamento de paz e segurança da União Africana (UA), Ghassim Wane dirigiu a missão conjunta da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), União Africana, União Europeia (UE) e Nações Unidas, que visitou a Guiné-Bissau entre o dia 16 e hoje.

Com o objectivo de auscultar os diferentes actores da vida do país e formular propostas para a saída de crise gerada pelo golpe de Estado de 12 de Abril, a missão partiu esta madrugada de Bissau.

"Pensamos que foi extremamente importante escutarmos os diferentes actores da Guiné-Bissau, foi também importante ouvir o Presidente (de transição), as suas perspectivas. Pudemos discutir o processo de transição, da reforma do sector de Defesa e Segurança, as próximas eleições, enfim os diferentes desafios com os quais a Guiné-Bissau está confrontada a longo prazo", disse Ghassim Wane, num balanço preliminar da visita.

O responsável da UA não quis entrar em pormenores, limitando-se a afirmar que o processo de transição em curso na Guiné-Bissau merece todo o interesse da comunidade internacional.

"Seguimos (a transição) com muito interesse, prova disso é a nossa vinda aqui. Queremos saber de forma ajustada como podemos conciliar as visões das nossas organizações. Foi importante podermos falar, escutar, as autoridades da Guiné-Bissau, o Presidente, o primeiro-ministro, os partidos políticos, os atores sociais, para desta forma ajudarmos melhor o país, enquanto parceiros que somos", disse ainda Ghassim Wane.

"O resultado que tiramos desta nossa missão é de que a Guiné-Bissau está confrontada com desafios enormes, mas também é claro que a Guiné-Bissau precisa de apoios de todos os parceiros que lhe possam ajudar a superar esses desafios. Pensamos que esta visita vai ajudar-nos a reiterar o nosso compromisso de apoiar a Guiné-Bissau", defendeu Wane.

Por seu lado, o ministro da Presidência do Conselho de Ministros e porta-voz do Governo de transição disse à Lusa que a missão conjunta "levará uma outra realidade do país", o que para Fernando Vaz, irá ajudar a mudar a ideia que se tem do actual processo de transição.

"Estamos convencidos que a missão veio ver a realidade do país. Não escondemos nada. A missão falou com toda gente, atores políticos e sociais, agora esperamos que transmita aquilo que é a realidade constatada", pediu Fernando Vaz.

"Que não haja politização de novo daquilo que é a realidade da Guiné-Bissau", frisou o governante guineense.

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