O ataque mais grave destruiu um edifício residencial, num local com muitos deslocados em Al Rimal, indicaram fontes médicas e testemunhas à agência de notícias palestiniana Sanad.
Outro bombardeamento atingiu uma padaria e uma banca no bairro de Al Nasr.
Israel tem em curso uma ofensiva militar na Faixa de Gaza desde que sofreu um ataque do grupo radical palestiniano Hamas em 07 de outubro de 2023, que causou cerca de 1.200 mortos e 250 reféns.
O último balanço de mortos da ofensiva divulgado pelo Ministério da Saúde no enclave controlado pelo Hamas, está próximo dos 63.400, incluindo 330, dos quais 124 eram crianças, por fome devido às restrições israelitas à entrega de ajuda humanitária.
O exército israelita declarou a Cidade de Gaza como uma "zona de combate perigosa" na sexta-feira, quando se prepara para a ocupar.
A presidente do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) denunciou hoje os planos de Israel de evacuação em massa da Cidade de Gaza, sublinhando que "é impossível" retirar toda a população de forma "segura e digna".
"Tal retirada desencadearia um movimento populacional massivo que nenhuma área da Faixa de Gaza é capaz de absorver, dada a destruição generalizada das infraestruturas civis e a extrema escassez de alimentos, água, abrigo e assistência médica", acrescentou Mirjana Spoljaric em comunicado.
De acordo com dados da ONU, aproximadamente um milhão de palestinianos estão na Cidade de Gaza. Milhares de residentes já fugiram da cidade, situada no norte do enclave palestiniano.
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