"O número crescente de mortos e a devastação causada pela intensificação dos combates durante o verão contradizem os importantes esforços dos últimos meses para dar uma oportunidade à diplomacia", afirmou Miroslav Jenca.
Na quinta-feira, bombardeamentos russos em Kyiv causaram a morte a pelo menos 23 pessoas.
Manifestando o seu pesar pela "escalada brutal de ataques aéreos" na Ucrânia, Jenca lembrou que os recentes bombardeamentos sobre Kyiv "são apenas os últimos".
No mês passado, indicou, "foi estabelecido um novo e trágico recorde de vítimas mensais", com 286 mortos e 1.388 feridos, o número mais alto desde maio de 2022.
Ainda assim, o alto funcionário das Nações Unidas agradeceu os esforços diplomáticos "liderados pelo Presidente dos Estados Unidos" para chegar a um acordo que permita a paz.
Entre eles, mencionou a reunião bilateral no Alasca entre os líderes norte-americano e russo, Donald Trump e Vladimir Putin, e a reunião de Trump, Zelenski e dos líderes europeus em Washington.
Por outro lado, o chefe da ONU alertou para um maior impacto da guerra sobre a população civil russa, onde também foram relatadas vítimas e ataques contra instalações como a central nuclear de Kursk.
"Também nos preocupa o impacto que a luta crescente terá na situação humanitária na Ucrânia, à medida que entramos no quarto inverno de uma guerra em grande escala", afirmou Jenca em relação à futura chegada de uma época de baixas temperaturas.
A ONU já prepara apoio específico para ajudar cerca de 1,7 milhões de pessoas e pediu "urgentemente" mais financiamento dos doadores para poder cobrir todas as necessidades.
"Exortamos todos os envolvidos a reduzirem urgentemente a escalada da situação e a redobrarem os esforços para criar condições que permitam uma ação diplomática inclusiva destinada ao cessar-fogo e a uma paz justa", concluiu o secretário-geral adjunto da ONU para a Europa, Ásia Central e Américas.
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