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Caracas adverte que ataque à Venezuela será uma "calamidade" para os EUA

O Governo venezuelano advertiu Washington que um ataque à Venezuela será uma "calamidade" e um "pesadelo" para os EUA, país que enviou forças militares para as Caraíbas, numa alegada operação contra o narcotráfico.

Caracas adverte que ataque à Venezuela será uma "calamidade" para os EUA

© Lusa

Lusa
30/08/2025 06:10 ‧ há 6 horas por Lusa

"Seremos a sua calamidade, seremos o seu pesadelo e isso significará também a instabilidade de todo este continente. Por isso, o apelo é à paz. Acalmem-se, senhores falcões dos Estados Unidos. Acalmem-se, tranquilizem-se, porque vão causar um grande dano ao seu próprio país", disse, na sexta-feira, a vice-presidente da Venezuela.

 

Delcy Rodríguez falava no estado de Carabobo durante uma jornada de dois dias de alistamento voluntário da população para defender o país das alegadas ameaças dos Estados Unidos.

A dirigente sublinhou que os venezuelanos estão unidos, prontos e preparados para defender o país.

"Estamos prontos para defender a Venezuela em união nacional, em paz e tranquilidade, para garantir o nosso futuro. Que os que estão a pensar no Norte [nos EUA], aqueles que estão a pensar numa agressão militar à Venezuela, saibam que lhes vai correr muito mal", frisou.

Segundo Delcy Rodríguez, a Venezuela está perante "uma das calúnias mais terríveis, para justificar uma intervenção" dos EUA e apoderar-se dos recursos energéticos do país.

"A questão do arquiteto do 'narcoestado' é simplesmente uma grande calúnia, mas não é nova. É um padrão histórico dos EUA para intervir em países que não lhes são próximos. Intervir em países quando lhes interessa roubar os recursos materiais desses países", disse.

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A vice-presidente da Venezuela recordou que em 2002, numa altura em que o então presidente Hugo Chávez estava temporariamente afastado do poder, a petrolífera estatal esteve paralisada durante 62 dias, ocasionando mais de 25 mil milhões de dólares (cerca de 21,4 mil milhões de euros) em perdas para o país.

"A Venezuela sabe por isso que é tão importante o alistamento dos trabalhadores, da indústria dos hidrocarbonetos na Venezuela. A Venezuela e os seus trabalhadores têm plena consciência do que significa ter as maiores reservas de petróleo e de gás do mundo. E aqui estão os trabalhadores a dizer: estou pronto, estou pronta para defender a paz, a tranquilidade", disse.

Segundo Delcy Rodríguez, o bloqueio económico imposto pelos EUA contra a Venezuela levou a uma migração da população, mas apesar disso o país regista 17 trimestres de recuperação.

"O que significou o bloqueio económico: Uma migração económica e induzida. O povo venezuelano nunca tinha migrado, partiu sob o pretexto de procurar novos horizontes materiais, uma esperança económica. E já sabemos o que aconteceu. A história de como foram rejeitados, foram vítimas de xenofobia e de discriminação no trabalho (...) E, o que aconteceu aos EUA é pior. Vai ser pior para eles se se atreverem a uma agressão, vai ser muito pior".

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou na quarta-feira os EUA de violarem o Tratado de Tlatelolco de 1967, que declarou a América Latina e as Caraíbas zonas livres de armas nucleares, ao enviarem forças militares para as Caraíbas, incluindo navios lança-mísseis e fuzileiros.

Em 18 de agosto, Nicolás Maduro ordenou a deslocação de 4,5 milhões de milicianos por todo o país, depois de os EUA terem duplicado para 50 milhões de dólares (43 milhões de euros) a recompensa por informações que possam conduzir à sua detenção.

No dia seguinte, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que Washington está preparado para "usar todo o seu poder" para travar o "fluxo de drogas para o país", o que inclui o envio de navios e de soldados para águas próximas da Venezuela.

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Em resposta, Maduro acusou os EUA de procurarem uma "mudança de regime" de forma "terrorista e militar".

De acordo com a CNN, os EUA começaram a enviar 4.000 fuzileiros para águas da América Latina e Caraíbas para combater os cartéis de tráfico de drogas, além de reforçarem a presença militar na região com aviões-radar e três contratorpedeiros com capacidade antimíssil.

Em 21 de agosto de 2025, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou aos Estados Unidos e à Venezuela para que "resolvam as diferenças por meios pacíficos".

Leia Também: Assédio contra Venezuela é oportunidade para "reforçar planos de defesa"

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