"A partir do momento em que esta mesma droga contribui negativamente para destruição dos nossos adolescentes e jovens, falamos da destruição da saúde física e mental, o assunto é muito grave para nós. Com essa incineração, são menos 184 quilogramas fora de circulação, ficamos tranquilos", disse em conferência de imprensa Enina Tsinine, porta-voz do Sernic em Nampula.
Segundo a responsável, desde o início do ano cerca de 2.313 consumidores deram entrada em unidades sanitárias em Nampula, com pelo menos 13 pessoas detidas pela venda destas substâncias.
"Estamos a falar de números que representam jovens e adolescentes, que são os mais vulneráveis", explicou.
Os distritos localizados perto da costa marítima, nomeadamente Mossuril, Ilha de Moçambique, Nacala Porto e Angoche são apontados pela porta-voz como os que mais registam casos de consumo de drogas, segundo as autoridades.
De acordo com a porta-voz, atualmente as autoridades provinciais estão a levar a cabo palestras educativas e sessões de sensibilização em zonas recônditas, para travar o consumo destas substâncias.
Moçambique é apontado por várias organizações internacionais como um corredor de trânsito para o tráfico internacional de estupefacientes com destino à Europa e Estados Unidos, sobretudo de heroína oriunda da Ásia, mas as apreensões de cocaína oriunda da América do Sul têm também aumentado.
Dados da Procuradoria-Geral da República de Moçambique referem que foram instaurados 1.251 processos-crime relativos a tráfico de droga em 2023, contra 1.035 em 2022, alertando para um aumento do comércio e consumo de estupefacientes no país.
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