"A Ucrânia acolhe todas as iniciativas de paz propostas pelos Estados Unidos. Infelizmente, cada uma delas está bloqueada pela Rússia", escreveu Yermak na rede social X, indicando que convidou Witkoff a visitar Kyiv.
O principal objetivo da reunião de hoje "é promover a diplomacia real e garantir a implementação de todos os acordos alcançados na cimeira de Washington", indicou o representante ucraniano, referindo-se à reunião que juntou em 18 de agosto os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e ucraniano, Volodymyr Zelensky, e os principais líderes europeus na Casa Branca.
"Infelizmente, a Rússia não está a tomar nenhuma das medidas necessárias para pôr fim à guerra e está claramente a prolongar as ações de combates", lamentou Yermak, que destacou os bombardeamentos russos na véspera em Kyiv, que mataram pelo menos 23 pessoas, entre as quais quatro crianças.
O chefe do gabinete presidencial reiterou que a Ucrânia "apoia a forte determinação do Presidente Trump", juntamente com outros parceiros de Kyiv, no objetivo de "uma paz duradoura o mais rapidamente possível", reforçando a disponibilidade de Zelensky para negociações diretas ao mais alto nível.
"Acreditamos que a pressão global é essencial para obrigar a Rússia a tomar medidas genuínas em direção à paz, incluindo a realização de reuniões de alto nível de extrema importância", disse ainda.
Segundo a agência noticiosa Ukrinform, a delegação ucraniana, liderada pelo chefe de gabinete de Zelensky e pela primeira-ministra, Yulia Svyrydenko, fará durante a sua visita aos Estados Unidos uma homenagem às vítimas no ataque russo a Kyiv.
Antes do encontro em Nova Iorque, o Presidente ucraniano disse hoje que pretende reunir-se com o homólogo norte-americano e com os líderes europeus na próxima semana para discutir os recentes desenvolvimentos nos esforços para pôr fim à guerra.
Zelensky expressou frustração com o que chamou de falta de envolvimento construtivo do homólogo russo, Vladimir Putin, no processo, ao mesmo tempo que continua a lançar ataques aéreos devastadores contra a capital ucraniana e outras áreas civis.
Na quinta-feira, Donald Trump expressou desapontamento com os mais recentes bombardeamentos russos a Kyiv, mas ao mesmo tempo disse não estar surpreendido.
"Talvez as duas partes neste conflito não estejam prontas para o terminar sozinhas", comentou a porta-voz da Casa Branca.
Trump queixou-se no mês passado que Putin "fala bonito e depois bombardeia toda a gente", mas também já criticou a Ucrânia pelos seus ataques contra alvos energéticos em solo russo.
Em meados de agosto, o líder norte-americano manteve reuniões separadas com Putin, no Alasca, e com Zelensky, que viajou para Washington acompanhado pelos principais líderes europeus, mas não se registaram avanços significativos desde então no processo de paz.
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