"Até hoje treinámos mais de 80.000 militares [ucranianos] e precisamos de estar preparados para fazer mais", disse a alta-representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, em conferência de imprensa, em Copenhaga, na Dinamarca.
No final de uma reunião ministerial informal, no âmbito da presidência semestral dinamarquesa do Conselho da UE, Kaja Kallas admitiu a possibilidade de instruir mais militares depois de um eventual cessar-fogo.
"Isso pode incluir o envio de instrutores da UE para a Ucrânia", indicou a representante.
Questionada sobre uma hipotética falta de apoio a Kyiv dos países do bloco comunitário europeu, depois de uma declaração divulgada hoje que não foi subscrita pela Hungria, Kallas disse que há um "amplo apoio" para continuar a apoiar militarmente a Ucrânia e pediu que seja feito mais do simplesmente injetar dinheiro.
"Isso tem de se refletir nas capacidades da Ucrânia", completou, recordando que os Estados Unidos exigiram à União Europeia que esteja na dianteira deste esforço.
A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022.
Os aliados de Kyiv também têm decretado sanções contra setores-chave da economia russa para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra na Ucrânia.
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